A crise envolvendo a Rockstar Games ganhou novos contornos após ex-funcionários protestarem diante do estúdio de jogos. A tensão escalou depois de 220 funcionários da Rockstar North, com sede em Edimburgo, entregarem uma carta à alta administração, condenando a demissão de 31 funcionários e “exigindo a reintegração imediata de seus colegas”.
A empresa, por sua vez, afirma que os 31 profissionais desligados teriam vazado informações confidenciais sobre projetos internos, justificativa reforçada após o recente adiamento de GTA 6. Entretanto, os relatos dos atuais empregados contestam essa narrativa.
Os funcionários do estúdio relataram ao canal People Make Games que as demissões realizadas recentemente aconteceram de forma “vergonhosa”. Segundo eles, todos os dispensados participavam de um servidor no Discord dedicado à organização de um possível sindicato interno, fato que, afirmam, teria motivado a decisão da empresa.
Segundo o grupo, as dispensas, justificadas oficialmente como casos de má conduta, na verdade representam um ataque direto à tentativa de formação de um sindicato dentro do estúdio.
De acordo com o grupo, uma entidade sindical da região já entrou em contato para avaliar medidas formais diante do que classificam como demissão injusta. Os desenvolvedores, que reivindicam a reintegração aos cargos, alegam que a Rockstar não apresentou provas que sustentem a acusação.
