O governador Elmano de Freitas (PT), durante a sua participação na COP30, em que representou todos os estados do Nordeste, defendeu a realização de políticas eficazes para garantir o “recaatingamento”, ou seja, a recuperação e conservação da vegetação da Caatinga.
Como frisou o chefe do Executivo cearense, o bioma, apesar de ocupar apenas 11% do território brasileiro, representa cerca de 50% do sequestro de carbono no Brasil.
De acordo com ele, é preciso garantir uma compensação financeira para comunidades indígenas, comunidades quilombolas e pequenos agricultores que preservam a Caatinga.
“Muita gente não derruba a Caatinga e não recebe nada por isso, e aquele que destrói, às vezes, vai ter alguma remuneração”, disse Elmano.
Segundo o governador, o objetivo é “reverter essa lógica” para que os que preservam o bioma tenham possibilidade de remuneração.
O petista afirmou que é preciso estruturar um fundo de financiamento que permita a realização do pagamento para a compensação.
Durante a COP30, como noticiou o Opinião CE, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Nordeste (BNB) anunciaram que realizarão R$ 100 milhões em investimentos para preservação da Caatinga nos próximos cinco anos.

