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“Governantes precisam sair do romantismo e fazer ações eficazes”, diz Aldigueri, na COP30

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), Romeu Aldigueri (PSB), iniciou sua participação na COP30 nesta quinta-feira (13), em que acompanha comitiva liderada pelo governador Elmano de Freitas (PT). Em entrevista exclusiva ao Opinião CE, o chefe do Legislativo cearense defendeu que os governantes precisam sair do romantismo e fazer ações eficazes.

De acordo com ele, com a tecnologia e os estudos técnicos que existem hoje, é possível ter políticas públicas para a energia limpa e a transição energética justa. “Para tornar o País cada vez mais sustentável”, disse.

Advogado e especialista em Direito Ambiental, Aldigueri já foi superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Ceará e da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace).

Como destacou o deputado estadual, cataclismas ambientais que são registrados atualmente, como o tornado que atingiu o Paraná no último fim de semana, não aconteciam. “Isso tudo é fruto do efeito estufa. O que nós, seres humanos, viemos fazendo no planeta ao longo das últimas décadas”, afirmou.

“Está na hora de agir. Espero que a COP30 tenha políticas climáticas eficazes. Mude a cabeça de governantes que estão no século retrasado”, completou.

Participação do Ceará

Na Conferência, o governador Elmano de Freitas (PT) está representando todos os estados do Nordeste.

Dentre as Unidades Federativas (UFs) da região, uma das grandes políticas prioritárias é a questão do programa de reflorestamento da Caatinga. Como noticiou o Opinião CE, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Nordeste (BNB) garantiram um investimento de R$ 100 milhões pelos próximos cinco anos.

Outro ponto defendido é a construção de uma nova indústria baseada em energia limpa para os estados nordestinos. Aldigueri destacou que é preciso mostrar as experiências públicas voltadas para a transição energética, ressaltando o papel do Estado no tema.

“O Ceará, hoje, exporta energia, faz excedente de energia. A cada vez mais, tem programas estratégicos importantíssimos”, disse.