Um trabalho da Polícia Civil (PCCE), por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), resultou na prisão de um dos homens mais procurados do Ceará. Jangledson de Oliveira, 37, o “Nem da Gerusa”, estava foragido com nove mandados em aberto. Ele foi capturado nesta quinta-feira (13), na Bolívia. A operação recebeu suporte das polícias de Rondônia e da Bolívia.
A operação policial teve suporte do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), com apoio de levantamentos da Coordenadoria de Inteligência (Coin) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e do Departamento de Inteligência (DIP),
Com nove mandados de prisão por homicídios e associação ao crime, “Nem da Gerusa” tem 10 passagens por homicídio, além de registros por roubo, integrar grupo criminoso, associação criminosa e crimes de trânsito. Ele também é investigado por participação em diversos assassinatos em Itarema, Eusébio, Aquiraz e Maracanaú.
ATUAÇÃO CRIMINOSA
Segundo as investigações, o indivíduo passou por diferentes organizações criminosas e, atualmente, estava vinculado a um grupo de origem carioca. Jangledson de Oliveira fugiu para a Bolívia para facilitar o tráfico internacional e o envio de drogas para o Ceará.
O homem também é foragido do sistema penitenciário do Rio Grande do Norte, onde, em 2016, participou da fuga de mais de 45 detentos de um presídio em Natal.
Em 2017, “Nem da Gerusa” esteve envolvido no homicídio do ex-sogro, um subtenente da reserva do Corpo de Bombeiros Militar (CBMCE), ocorrido em Maracanaú. Conforme levantamentos policiais, ele esteve na Venezuela, retornou ao Brasil e se escondeu em comunidades do Rio de Janeiro. De lá, era responsável por ordenar execuções no Ceará.

Nos últimos meses, o monitoramento identificou que Jangledson de Oliveira estava na Bolívia. A movimentação chamou a atenção das equipes que já acompanhavam os deslocamentos do suspeito. As informações foram repassadas às forças responsáveis pela cooperação internacional.
CAPTURA INTERNACIONAL
O indivíduo foi localizado na cidade de Guayaramerín, na Bolívia, área de fronteira com Guajará-Mirim, em Rondônia. A captura contou com o apoio de policiais do Núcleo Integrado de Inteligência de Fronteira (Niif) da Gerência Estratégica de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública de Rondônia. A ação encerrou meses de monitoramento contínuo e articulação entre equipes estaduais e internacionais.
