O Ceará vem se destacando na implementação de ações voltadas à gestão e prevenção de riscos ambientais em áreas litorâneas. Durante a realização da COP30, nesta quinta-feira (13), em Belém, o estado apresentou três planos de contingência que tratam de erosão costeira, riscos em ambientes de falésias e derrames de óleo, medidas que reforçam o compromisso cearense com a proteção do seu litoral e o enfrentamento das emergências ambientais.
Em entrevista ao Opinião CE, Mônica Carvalho, representante da Coordenadoria de Desenvolvimento Sustentável da Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SEMA/CE), destacou que as ações são fruto de um processo de fortalecimento das políticas de gerenciamento costeiro no estado.
“Este ano, tivemos a atualização da lei da Política Estadual de Gerenciamento Costeiro, um grande marco para o Ceará. Isso mostra a relevância e a importância que o tema tem ganhado em geral”, destacou.
Mônica destacou que os planos de contingência começaram a ser elaborados após os episódios de derrames de óleo entre 2019 e 2020, que afetaram o litoral nordestino.
“Aquela problemática foi um ponto de partida para que o estado começasse a trabalhar de maneira mais eficiente e organizada nas respostas às emergências ambientais”, explicou.
Ações conjuntas com municípios
A coordenadora apontou que diversos municípios cearenses já têm procurado a SEMA para atuar de forma integrada na mitigação dos impactos costeiros. Entre os casos citados por Mônica estão Icapuí e Beberibe, que enfrentam desafios relacionados à erosão e aos riscos de desabamento de falésias.
A SEMA também tem participado de uma série de atividades de intercâmbio técnico e de diálogo com outros estados e países. Um dos destaques, segundo Mônica, foi o encontro com representantes da Bahia, que apresentaram seus planos de biodiversidade e de proteção dos ecossistemas marinhos.
“Foi um momento muito interessante. Trocamos experiências, e a Bahia demonstrou interesse em conhecer mais sobre nossos planos de contingência. Ao mesmo tempo, vamos trazer de lá algumas ideias, como as ações voltadas ao controle de espécies invasoras, especialmente o peixe-leão, que também começa a afetar nosso litoral”, revelou.
Confira a entrevista completa:

