Durante participação na COP30, o governador Elmano de Freitas (PT) anunciou que a empresa responsável pela construção do Data Center no Complexo Industrial e Portuário do Pecém terá a obrigação de investir R$ 15 milhões por ano em ações voltadas às comunidades do entorno.
“Parte disso, e isso vai ficar estabelecido no acordo, será para as comunidades indígenas do entorno”, incluindo as comunidades do povo Anacé, presentes no evento.
Segundo o governador, a medida visa garantir que o desenvolvimento econômico gerado por grandes empreendimentos também promova justiça social e ambiental. “É importante que tenhamos a contrapartida para as comunidades, levando desenvolvimento. É preciso haver justiça”, destacou Elmano.
No Pecém, será erguido um Data Center da empresa chinesa ByteDance, dona da rede social TikTok. Outras companhias também demonstram interesse para construir empreendimentos na Zona de Processamento de Exportações do Ceará (ZPE), localizada no complexo portuário e industrial.
Data Centers como solução no Ceará
Elmano frisou ainda que os Data Centers instalados no Estado utilizarão água de reúso, uma medida voltada à redução dos impactos ambientais da operação.
Se em outros locais do planeta, os Data Centers são um problema devido ao consumo de energia, no Ceará, eles seriam uma solução, como apontou o governador.
De acordo com ele, todas as indústrias, comércio e empresas localizadas no Estado consomem 1,5 gigas de energia. Atualmente, o Ceará produz 5 gigas, mais de três vezes há mais do que é consumido.
“Precisamos ter consumo de energia. Temos que mais que duplicar nossa capacidade de produção. O Data Center, em vez de ser um problema para o Ceará, é uma solução para o excesso de energia solar e eólica”, acrescentou.
Transição ecológica
O governador tem defendido, na COP30, que o Ceará avance na transição ecológica de forma inclusiva, equilibrando inovação tecnológica, sustentabilidade e valorização das comunidades locais.
O chefe do Executivo estadual também chamou atenção para a necessidade de fortalecer a produção de energia offshore, ressaltando o potencial do Ceará e do Rio Grande do Norte nesse segmento.
“Quero uma atenção especial à produção de energia offshore. O Ceará e o Rio Grande do Norte têm grande capacidade de produção de energia”, afirmou. A regulamentação para esse tipo de produção ainda está em andamento, em nível nacional.

