A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) participa da COP30, que teve início nesta segunda-feira (10), em Belém. No maior evento global sobre mudanças climáticas, a entidade busca conquistar, no Brasil, o financiamento climático para as empresas com selo ESG (sigla de Environmental, Social and Governance, em inglês para Ambiental, Social e de Governança).
A gestora do Núcleo ESG da Fiec, Alcileia Farias, afirmou, em entrevista ao Opinião CE, que o mundo espera que essa seja uma COP “de resultados” e de “assinatura de contratos”, visando uma “transição energética justa”.
Segundo Alcileia, o Núcleo ESG da Federação tem sido uma referência não apenas no Estado, mas em todo o Brasil, já que possui a certificação de práticas sustentáveis.
“Dentro da nossa temática, a gente quer respostas para a grande pergunta do industrial cearense: o que eu ganho em ser sustentável?”, disse ela.
Com base nisso, a ideia é “sair um pouco da teoria” e partir para “uma agenda mais pragmática”. O objetivo é ter acesso aos milhões de reais já assinados, principalmente no âmbito do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, o TFFF, da sigla em inglês.
Existe uma grande expectativa para que o acordo seja assinado por mais países — até o momento, ele já foi firmado por mais de 50 nações.
“Ceará está preparado para receber os investimentos”
Ainda de acordo com a gestora do Núcleo ESG da Fiec, o Ceará está preparado para receber os investimentos.
“A gente já tem robustez, já faz há algum tempo, de estrutura, energia eólica, solar e estamos caminhando para o hidrogênio verde”, disse.
Ainda conforme ela, o governo brasileiro tem voltado mais as atenções para a estruturação das linhas de transmissão para receber demandas maiores de energia, principalmente com a chegada de mais data centers ao País, como o que vai ser instalado em Caucaia.

