Durante a COP30, realizada em Belém do Pará, o superintendente de Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Davi Bomtempo, destacou que a transição para uma economia de baixo carbono precisa caminhar lado a lado com a inovação e a competitividade. Em entrevista ao Opinião CE, o representante da CNI reforçou que o setor industrial brasileiro tem um papel central no processo de transformação sustentável e vem apresentando resultados concretos nesse sentido.
“Quando a gente fala de indústria, automaticamente já traz novos conceitos, como inovação, sustentabilidade e competitividade. Nosso objetivo central é ter uma indústria cada vez mais competitiva com sustentabilidade, e é para isso que a CNI vem trabalhando”, afirmou Bomtempo.
O superintendente destacou que a CNI, por meio da SB COP, iniciativa de engajamento que reúne o setor privado, tem atuado em uma agenda ampla de sustentabilidade industrial, que abrange temas como transição energética, economia circular, bioeconomia, finanças sustentáveis e qualificação profissional.
“Recebemos entre 600 e 700 cases globais que mostram como o setor industrial tem contribuído para a transição para uma economia de baixo carbono. Vamos internalizar esses exemplos, identificar os mais escaláveis e transformá-los em políticas públicas, garantindo segurança jurídica e regras claras para o empresário operar com produtividade e competitividade no nosso setor”, explicou.
Nordeste e Ceará na nova economia verde
Ao comentar sobre o papel do Nordeste e do Ceará na nova economia verde, Bomtempo ressaltou que a região já possui vantagens comparativas significativas em relação ao restante do país, especialmente em energia renovável.
“O Ceará e o Nordeste como um todo têm vantagens comparativas. Temos energia solar, eólica, biomassa, biocombustíveis, uma agenda que já vem sendo desenvolvida há bastante tempo. O grande desafio agora é transformar essas vantagens comparativas em competitividade, com acesso a mercados e atendimento às novas exigências dos consumidores e das regulamentações internacionais”, destacou o superintendente.

