Com 47 propostas e 324 ações prioritárias, o Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica (PTE-NE) vai ser apresentado na próxima terça-feira (11), na COP30. O Opinião CE conversou sobre o assunto com o pesquisador e professor universitário Hugo Fernandes, que vai atuar na Conferência como delegado.
Segundo ele, o Ceará tem um “papel de destaque” no Plano Nordeste. “O Ceará está vindo para cá não apenas para aprender, mas para ensinar”, disse.
“Temos resultados bastante robustos de iniciativas da Secretaria do Meio Ambiente”, acrescentou, citando ações como o Agente Jovem Ambiental e o Plano de Agricultura de Baixo Carbono.
Membro do Programa Cientista-Chefe da Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema), o professor atuou, por exemplo, na elaboração do Livro Vermelho da Fauna Ameaçada do Ceará, a lista de espécies ameaçadas de extinção na fauna cearense e que será levada à COP.
As Unidades de Conservação (UCs) do Estado também serão apresentadas aos demais países que participam da Conferência.
“O Ceará vem com uma posição de destaque, mas entender o que o mundo todo está fazendo, as iniciativas de diversos países, sejam elas públicas, governamentais ou mesmo privadas, é importante para o Ceará”, pontuou, ressaltando a importância da troca de experiências.
Sobre o Plano Nordeste
O Plano teve como principal colaborador do texto o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste, o Consórcio Nordeste, que inclui os nove estados da região. A secretária do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará, Vilma Freire, lidera a pauta ambiental do grupo.
Com a presença do governador Elmano de Freitas (PT) e dos demais chefes dos Executivos nordestinos, o plano vai ser lançado oficialmente na Blue Zone, a Zona Azul da COP.
O texto do documento reúne diretrizes e projetos concretos com o objetivo de promover uma transformação ecológica com justiça social. Governos estaduais, academia, setor produtivo, movimentos sociais e comunidades tradicionais participaram da construção do plano.
“O Nordeste chegará unido na COP. A ideia é apresentar o Nordeste como referência global em energia limpa, como líder mundial em energias renováveis e, consequentemente, um polo exportador de hidrogênio verde”, disse Vilma Freire ao Opinião CE.
O Plano está estruturado em seis eixos de atuação que traduzem as prioridades e desafios da transformação ecológica no Nordeste.

