O governador Elmano de Freitas (PT) declarou que as mudanças legislativas, como o projeto de Lei Antifacção e a PEC da Segurança Pública, proporcionarão à Polícia Militar e à Civil mais capacidade para prender envolvidos em facções criminosas e manter esses criminosos presos.
Em 2025, a Polícia Civil cearense tem mais de 80% de integrantes de facção e 30% de homicidas presos. Elmano destaca que, com uma mudança legislativa e recursos para aumentar as unidades prisionais, as estatísticas serão ainda melhores.
“Nós precisamos garantir que as pessoas continuem presas e o cidadão saiba que aquele faccionado que estava ameaçando a comunidade, ele foi preso e, daqui a um mês, daqui a dois meses, ele não está de volta”, destacou o governador.
O governador destacou que a polícia estadual precisa proporcionar segurança à população por meio da manutenção de presos envolvidos em facções criminosas.
“A sociedade precisa ter a segurança de que a polícia vai continuar trabalhando, prendendo, mas que, dessa vez, o bandido fique preso”, declarou Elmano.
FACÇÕES E A INSEGURANÇA NO CEARÁ
De janeiro de 2024 a setembro de 2025, a Secretaria da Segurança Pública (SSPDS) registrou 219 casos de “deslocamento forçado” de moradores em todo o Ceará, expulsos de suas residências por ordens de facções.
De acordo com o documento, as famílias são ameaçadas e, em muitos casos, obrigadas a deixar suas casas de um dia para o outro. A capital do Estado, Fortaleza, é a cidade com a maior concentração de ocorrências, somando 143 registros do total.
Na Região Metropolitana, aparecem em seguida os seguintes municípios:
- Maranguape: 19 casos de expulsão de moradores de casa;
- Maracanaú: 16;
- Caucaia: 15.
