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Gleisi critica projeto que equipara facções a terrorismo: “Dá guarida a intervenções”

Ministra Gleisi Hoffmann. Foto: Gil Ferreira/SRI

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), ressaltou que o Governo Federal é contra o Projeto de Lei que equipara facções a terrorismo. Segundo ela, a legislação internacional dá guarida para que outros países façam intervenção no Brasil caso o crime organizado seja equiparado ao terrorismo.

Segundo Gleisi, o Brasil não precisa que as facções sejam consideradas dentro do conceito de terrorismo.

“Somos determinantemente contra. O terrorismo tem objetivo político e ideológico e, pela legislação internacional, dá guarida para que outros países possam fazer intervenção no nosso país”, afirmou.

A fala foi feita em coletiva em evento com prefeitos cearenses, nesta quarta-feira (5), em Brasília. O Opinião CE acompanha a cerimônia a convite do Governo Federal. Mais cedo, a ministra já havia afirmado que a operação no Rio de Janeiro foi “uma matança”.

De autoria do deputado federal cearense Danilo Forte (União Brasil), o projeto seria votado nesta terça-feira (4) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. A sessão, porém, foi adiada para a quarta-feira (5) após pressão do Governo, que tenta emplacar o projeto “Antifacção”, que também já tramita na Casa.

Além de lembrar o envio da proposta que reforça o enfrentamento às facções, ela defendeu a aprovação da PEC da Segurança, parada há quase seis meses na Câmara dos Deputados.

“Mandamos um projeto que traz bastante rigor para o combate às facções e temos a PEC da Segurança, que está adormecida na Comissão Especial. Espero que o relator apresente seu relatório o quanto antes, para que possamos aprovar e garantir operações integradas.”

A parlamentar ressaltou que a prioridade da bancada governista será avançar na pauta da segurança pública. “A nossa prioridade será a PEC da Segurança e o projeto de combate às facções criminosas”, concluiu.

Com informações de Rodrigo Rodrigues.