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Fortaleza se despede de Augusto Bonequeiro, mestre do teatro de bonecos brasileiro

Augusto Bonequeiro deixa legado de humor, cultura popular e amor ao teatro de animação. Foto: Reprodução//SecultCE

Com profundo pesar, a Secretaria da Cultura de Fortaleza (Secultfor) comunicou o falecimento de Augusto Bonequeiro, um dos maiores nomes do teatro de bonecos no Brasil.

Conhecido como o humorista “do Ceará, da Paraíba e do Brasil”, Augusto deixa um legado artístico construído ao longo de mais de quatro décadas de dedicação à arte popular e ao teatro de animação.

Natural da Paraíba, Augusto iniciou sua trajetória artística em 1973, trilhando um caminho de amor à cultura e ao humor nordestino.

Em 1982, fixou residência em Fortaleza, onde fundou o Grupo Folguedo de Bonecos, responsável por formar gerações de artistas e difundir o teatro de bonecos pelo estado.

Sua atuação foi decisiva para o fortalecimento da linguagem no Ceará, tanto nos palcos quanto na televisão — onde ganhou popularidade ao levar seus personagens para programas de entretenimento.

Entre 1986 e 1987, Augusto ocupou o cargo de diretor do Theatro José de Alencar, marco importante em sua carreira.

Nesse mesmo período, fundou o núcleo cearense da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos (ABTB-CE), contribuindo para o reconhecimento e valorização da arte do bonequeiro como expressão legítima da cultura brasileira.

Também foi diretor administrativo do Grupo Bonecos e Mamulengos por uma década, consolidando sua imagem como mestre do teatro de animação.

A importância de seu trabalho foi recentemente reafirmada com a decisão do Conselho Municipal de Política Cultural de Fortaleza, que aprovou a inclusão de um assento permanente do teatro de bonecos em sua composição — reconhecimento simbólico da arte à qual Augusto dedicou a vida.

A morte de Augusto Bonequeiro representa uma grande perda para a cultura nordestina e brasileira. Seu humor, talento e compromisso com o teatro popular inspiraram inúmeros artistas e encantaram gerações.

A Secultfor expressou solidariedade aos familiares, amigos e admiradores, destacando que sua obra continuará viva na memória cultural de Fortaleza e de todo o país.