O cantor e compositor Lô Borges morreu nesta segunda-feira (3), aos 73 anos, em Belo Horizonte (MG), vítima de falência múltipla de órgãos. O artista estava internado há cerca de duas semanas em uma UTI, após um quadro de intoxicação medicamentosa.
Durante o tratamento, passou por diversos procedimentos médicos e, no último dia 25, foi submetido a uma traqueostomia para auxiliar na ventilação mecânica e oferecer mais conforto respiratório.
Lô Borges foi um dos fundadores do Clube da Esquina, movimento musical mineiro que revolucionou a MPB nas décadas de 1970 e 1980, misturando influências do rock, do jazz e da música latino-americana.
Com mais de 14 discos lançados, o artista deixa uma obra fundamental para a cultura brasileira. Em parceria com Milton Nascimento, coassinou o lendário álbum “Clube da Esquina” (1972), considerado um dos marcos da música popular brasileira.
Entre suas canções mais conhecidas estão “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo”, “Paisagem da Janela”, “Para Lennon e McCartney”, “Clube da Esquina nº 2”, “O Trem Azul” e “Dois Rios”.
História
Nascido em 10 de janeiro de 1952, em Belo Horizonte, Salomão Borges Filho — nome de batismo do músico — começou a carreira ainda jovem, integrando a geração de artistas mineiros que deram nova identidade à música brasileira.
Suas composições foram gravadas por grandes nomes como Tom Jobim, Elis Regina, Milton Nascimento, Beto Guedes, Flávio Venturini, Nando Reis, Skank, Ira!, 14 Bis e Nenhum de Nós, consolidando seu legado como um dos compositores mais influentes da MPB.
O artista deixa um repertório que atravessa gerações e segue como referência para músicos e fãs que reconhecem no Clube da Esquina um dos capítulos mais criativos e poéticos da música brasileira.
