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Novas caixas com abelhas sem ferrão revitalizam meliponário do Cocó

Foto: Divulgação/Sema

O meliponário do Parque Estadual do Cocó, em Fortaleza, está passando por um processo de revitalização que promete transformar o espaço em uma das principais referências de educação ambiental e conservação da biodiversidade urbana no Ceará.

O local está recebendo novas caixas com abelhas Jandaíra, espécie nativa da Mata Atlântica, conhecidas por não possuírem ferrão e desempenharem um papel essencial na polinização de ecossistemas naturais e agrícolas.

As novas colmeias fazem parte do projeto da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA), em parceria com o ADM Cares, o Governo do Ceará, o Parque Estadual do Cocó e a Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema).

A ação integra o Curso de Educação Ambiental sobre Abelhas Nativas da Mata Atlântica, que ocorre nesta quinta-feira (30) e nesta sexta (31) no Parque, com atividades teóricas e práticas abertas.

Durante a visita, a presidente do Conselho da RBMA, Mary Sorage, apresenta o novo espaço, pensado como laboratório vivo de aprendizagem e pesquisa ambiental. A aula prática será conduzida pelo especialista Joaquim Saldanha, com demonstração do funcionamento de uma colmeia didática, explicando o comportamento das abelhas sem ferrão e sua importância ecológica.

“O meliponário do Cocó é mais do que um espaço para observar abelhas — é uma ferramenta de educação ambiental e um símbolo da relação entre tecnologia, natureza e conhecimento tradicional”, destaca Sorage.

Mais de 500 milhões de abelhas morreram no Brasil nos últimos cinco anos. Foto: Divulgação/Sema

Abelhas Jandaíra: pequenas guardiãs da biodiversidade

As abelhas da espécie Jandaíra (Melipona subnitida) são típicas do Nordeste e conhecidas por sua docilidade, o mel de sabor singular e o papel vital na polinização de plantas nativas. A instalação das novas caixas ajuda não apenas na preservação da espécie, mas também na formação de multiplicadores ambientais, já que o espaço será aberto para visitação pública e atividades educativas permanentes.

O projeto reforça o papel das abelhas como indicadores da saúde ambiental. Segundo dados recentes, mais de 500 milhões de abelhas morreram no Brasil nos últimos cinco anos, em grande parte devido ao uso de agrotóxicos. O desaparecimento desses insetos ameaça diretamente a segurança alimentar, podendo causar desequilíbrio ecológico e perda de biodiversidade.

Educação, tecnologia e conservação caminham juntas

Com a revitalização do meliponário, o Parque do Cocó fortalece sua missão como centro de educação ambiental. As novas caixas são equipadas com recursos que facilitam a observação e o monitoramento do comportamento das abelhas, tornando o espaço um exemplo de como tecnologia e ciência cidadã podem apoiar ações de conservação.