A Universidade Regional do Cariri (Urca) recebeu pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), entre eles os doutores Demerval do Carmo, Luiz Saturnino e Edi Guimarães. A visita teve como objetivo fortalecer as atividades de campo desenvolvidas em parceria com o Laboratório de Paleontologia da Urca.
A equipe local contou com o professor-doutor Antônio Álamo Feitosa Saraiva, o doutor Lucas Antonieto, pesquisador-visitante do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, e a estudante Adelane da Silva, bolsista de iniciação científica em Ciências Biológicas.
O grupo realizou o mapeamento de novas áreas fossilíferas nas proximidades da Bacia do Araripe. O trabalho busca revelar registros da fauna e flora de regiões ainda pouco estudadas, ampliando o entendimento sobre a distribuição de organismos e a evolução geológica do território. A ação contribui diretamente para o avanço da Paleontologia regional e o fortalecimento da pesquisa científica no Ceará.
DOAÇÃO
Durante a visita, o professor Demerval do Aparecido, da UnB, fez a doação de espécimes de estromatólitos e icnofósseis do Proterozoico e do Devoniano, coletados em bacias do Centro-Oeste brasileiro. Entre as peças, destaca-se a Corumbella werneri, organismo marinho do Período Ediacarano, reconhecido como um dos primeiros animais com esqueleto mineralizado.
O fóssil, com cerca de 543 milhões de anos, apresenta uma carapaça articulada formada por anéis poligonais. Considerado um marco na evolução dos metazoários, o espécime fornece informações valiosas sobre as origens da vida complexa na Terra.
ACERVO
O material doado agora integra o acervo do Laboratório de Paleontologia da Urca, passando a ser usado em aulas práticas das disciplinas de Paleontologia e Geologia. Alunos de licenciatura e bacharelado em Ciências Biológicas poderão observar e manipular fósseis raros, como os estromatólitos, antes inexistentes no acervo do laboratório.
Nos últimos meses, o espaço também recebeu fósseis de amonóides da Antártica, vindos do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além de icnofósseis de trilobitas e outros registros da Formação Pimenteiras, doados pelo Laboratório de Paleontologia de Picos, da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Essas parcerias reforçam o papel da Urca como centro de referência científica e ampliam sua conexão com instituições de pesquisa do Brasil e do exterior.
