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Operação no Complexo da Penha deixa 119 mortos, segundo último balanço

Moradores do Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, relataram na manhã desta quarta-feira (29) a localização de cerca de 60 corpos em uma área de mata da comunidade, após a Operação Contenção, realizada pelas forças de segurança do estado na terça-feira (28).

Os corpos foram reunidos na Praça São Lucas, no centro da Penha, e, segundo os relatos, não fazem parte da contagem oficial de 64 mortos — 60 suspeitos e 4 policiais — divulgada pelo governo do Rio.

A Polícia Militar ainda não se pronunciou sobre as novas denúncias. Os moradores afirmam que o Instituto Médico-Legal (IML) foi acionado para fazer a retirada dos corpos, que foram expostos a pedido de familiares para registro da imprensa e, depois, cobertos com lençóis.

O ativista Raul Santiago, morador do Complexo, fez uma transmissão ao vivo denunciando o episódio como uma “chacina que entra para a história do Rio de Janeiro, do Brasil e marca com muita tristeza a realidade do País”.

Durante a noite, outros seis corpos foram encontrados em uma área de mata no Complexo do Alemão e levados para o Hospital Getúlio Vargas. A Operação Contenção deixou 119 mortos, sendo 115 civis e quatro policiais, de acordo com o último balanço.

O governo estadual classificou a ação como “a maior operação já realizada no estado”. Mesmo com a contagem oficial de 64 óbitos, a Operação Contenção já havia superado o número de mortes da Chacina do Jacarezinho, em 2021, que deixou 28 mortos. As circunstâncias das mortes e a atuação das forças policiais seguem sob apuração.

As informações são da Agência Brasil.