O presidente Lula (PT) reuniu, nesta quarta-feira (29), seus ministros no Palácio da Alvorada para discutir a operação policial realizada no Rio de Janeiro nesta terça-feira (28). O encontro emergencial discute a ação policial que deixou mais de 130 mortes, conforme a contagem de corpos até o momento.
Participaram do encontro, além do presidente e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, mais seis ministros, o diretor-geral da Polícia Federal (PF) e o presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), reconheceu que a operação excedeu os “limites e as competências” do governo estadual. Em um primeiro momento, ele afirmou que as forças de segurança do Rio estavam atuando sozinhas e acusou o governo federal de não prestar assistência.
Em outro momento, Castro afirmou que foi “mal interpretado” e que houve “uma leitura errada” de sua fala. Ele disse que não teve intenção de criticar o presidente Lula.
O ministro Ricardo Lewandowski, em sessão solene na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), afirmou não ter recebido pedido para apoio à Operação Contenção. Ainda na coletiva, Lewandowski reforçou que a responsabilidade constitucional pela segurança pública nos estados é dos governadores, e que o papel do governo federal se limita à cooperação em ações específicas, dentro dos limites previstos pela Constituição.
“A responsabilidade constitucional pela segurança pública nos estados é das autoridades locais, é do governador. A Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e as forças federais têm uma competência muito limitada. Elas não são forças coadjuvantes das polícias militares nem das polícias civis. Nós auxiliamos o Rio de Janeiro no que podemos”, explicou.
