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Elmano defende uso de drones na pulverização para que o agricultor não inale veneno

O governador Elmano de Freitas (PT) afirmou, nesta terça-feira (28), que o uso de drones para a pulverização de agrotóxicos nas lavouras é parte de uma política de transição agroecológica. Segundo o chefe do Executivo, o Governo chegou ao entendimento de que, se existe o direito de pulverizar a substância tóxica, é preferível que ela seja feita por máquinas, e não por uma pessoa que inalaria o veneno.

“Nós, pensando na transição agroecológica, avaliamos que, nesse momento, é melhor, enquanto tem várias pessoas que ainda usam o agrotóxico, ao invés de ela usar, inalando o veneno, seja uma máquina. Dar essa opção a essa pessoa”, afirmou.

Elmano lembrou, ainda, que o Ceará é o único estado do Brasil onde é proibida a pulverização aérea por avião. Na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), no ano passado, foi aprovado um projeto que alterou a legislação estadual para permitir que as Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARPs), Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) ou drones possam realizar a pulverização.

O governador é coautor da Lei Zé Maria do Tomé, legislação de 2019 que proibiu a pulverização aérea no Estado e que foi alterada com a aprovação e sanção da nova matéria.

No último mês de abril, após uma representação feita pelo deputado estadual Renato Roseno (Psol) — autor da Lei Zé Maria do Tomé —, o Ministério Público Estadual decidiu ajuizar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a lei que permitiu o uso de drones.

Nesta terça, Elmano comentou sobre o assunto após solenidade de assinatura da criação do primeiro assentamento irrigado do Brasil, na Chapada do Apodi, em Limoeiro do Norte. No local, famílias do Movimento Sem Terra (MST) já ocupavam o perímetro irrigado desde 2014, em um acampamento que leva o nome de Zé Maria do Tomé, ambientalista que se destacava pela luta contra o uso indiscriminado de agrotóxicos e que foi morto com 25 tiros em 2010.

Segundo o governador, a prioridade, para o Ceará, é poder evoluir em pesquisas e na produção de defensivos agroecológicos, soluções alternativas e naturais para o controle de pragas na agricultura. Eles são feitos de substâncias vegetais, animais e microrganismos.

“Isso que é estratégico para o estado do Ceará, para o Brasil e para a humanidade, para que, efetivamente, o alimento seja saudável”, disse.