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Aldigueri chama oposição de irresponsável por “gerar medo” após operação no Rio

Presidente da Alece, Romeu Aldigueri, liderou os deputados estaduais do PSB em defesa do senador Cid Gomes, após o ataque de Ciro Gomes. Foto: José Leomar/ Alece

O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Romeu Aldigueri (PSB), criticou, fortemente, nomes da oposição que usaram as redes sociais para alertar sobre eventuais impactos da operação no Rio de Janeiro no Ceará.

Sem citar nomes, Aldigueri criticou “políticos que passam o dia fazendo lives e postagens nas redes sociais” para, segundo ele, gerar caos e medo na população. “Isso é inescrupuloso”, destacou.

“A população não merece e não aceita mentiras e leviandades para causarem medo na sociedade e possibilitarem que o terror e caos se instalem. O que o Ceará e o Brasil precisam é da aprovação da PEC Nacional da Segurança Pública! O que precisamos é de trabalho sério, mudanças imediatas do código penal e inteligência para combater de forma unfificada o crime organizado em nível nacional”, disparou Aldigueri, em publicação nas redes.

A operação no Rio de Janeiro, realizada nesta terça-feira (28), deixou mais de 100 mortos e vem sendo criticada por organismos internacionais pelo modo como foi executada. A Defensoria Pública da União também repudiou a letalidade da operação e cobrou respeito aos direitos humanos.

No Ceará, parlamentares como os deputados estaduais Carmelo Neto (PL) e Sargento Reginauro (União) utilizaram seus perfis nas redes sociais para alertar sobre o risco de a operação no Rio desencadear em represálias no Ceará. “O líder da facção que comanda o Pirambu foi morto. O mesmo aconteceu com o bairro Carlito Pamplona. Da última vez que um líder morreu, vocês lembrar o caos”, disse Carmelo Neto.

“O que o governador do Ceará está esperando para fazer algo a respeito da segurança no nosso estado antes que a mesma situação ocorra aqui?”, disse Reginauro, também em uma postagem.

Ministro no Ceará

No mesmo dia da operação, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, reforçou a importância da PEC da Segurança e defendeu a ampliação da cooperação entre os diferentes níveis de governo na área da segurança.

“Agora, a responsabilidade é, sim, exclusivamente dos governadores no que diz respeito à segurança pública, à segurança dos respectivos Estados. Nós propusemos ao Congresso Nacional uma PEC da Segurança Pública, que visa exatamente a coordenação das forças federais com as forças estaduais e também com as forças municipais”, declarou Ricardo Lewandowski.

O ministro destacou que a divisão de tarefas atualmente existente pode ser superada com mais integração e inteligência conjunta. “O compartilhamento de inteligência, ações coordenadas, planejadas antecipadamente, é isso que nós estamos precisando. O crime organizado hoje é um fenômeno, ou é uma patologia extremamente preocupante, não é mais um fenômeno só local, é nacional e até global. Então, é por isso, inclusive, que o Brasil tem uma série de acordos e tratados internacionais, dos quais participa, de combate à criminalidade organizada”, acrescentou.