O Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), realiza, no próximo sábado (25), uma nova edição do Mutirão da Genética, com o objetivo de reduzir o tempo de espera por consultas e proporcionar diagnóstico e tratamento precoce para crianças e adolescentes com suspeita de doenças genéticas.
Nesta edição, o público-alvo são 600 crianças, cujas famílias já foram contactadas pela Central de Regulação do Estado. Elas são trazidas de diferentes regiões do Ceará, especialmente das macrorregiões Cariri e Norte.
Participam do mutirão geneticistas, pediatras, profissionais de enfermagem e equipe administrativa. Durante a triagem, os profissionais selecionam os casos que precisam de atendimento precoce, identificam aqueles que devem ser mantidos na fila e os que podem receber alta.

Os atendimentos serão realizados durante todo o dia, com acolhimento das famílias na recepção principal do hospital. O objetivo é tornar o processo ainda mais ágil e justo.
“A avaliação realizada neste primeiro momento é clínica, permitindo que os especialistas conheçam cada caso e definam as próximas etapas de acompanhamento. Também há um diálogo com as famílias para esclarecer dúvidas e reduzir a ansiedade sobre o andamento do processo”, explica a geneticista do Hias, Erlane Ribeiro.
De acordo com a Prefeitura, no mutirão anterior, realizado em 21 de setembro de 2024, o trabalho conjunto entre as equipes resultou em diagnósticos precoces e encaminhamentos mais ágeis, como casos de acondroplasia e síndrome de Turner identificados em fase inicial.
“O diagnóstico precoce é essencial nas doenças raras. Ele possibilita iniciar o tratamento mais rápido, garantindo melhor qualidade de vida e desenvolvimento para as crianças”, reforça a geneticista.
IMPORTÂNCIA DA MEDICINA GENÉTICA
As doenças raras estão geralmente associadas a fatores genéticos e são responsáveis por afetar diversos sistemas que compõem o organismo humano, causando deficiências e alterações no desenvolvimento, como o nanismo e a fibrose cística.

Algumas doenças raras são difíceis de serem detectadas, por isso a área da genética é responsável por melhorar os diagnósticos, tratamentos e prevenções de diversas condições de saúde.
Os especialistas examinam o material genético do paciente para garantir a identificação de doenças raras, entender os sintomas e a expressão da enfermidade ao longo dos anos.
