Daniel Gularte, CEO do Instituto Bojogá, entidade voltada à inovação em jogos, afirmou que o uso da IA nos games é um recurso voltado à inovação e não à substituição das pessoas que trabalham no desenvolvimento do produto.
Em entrevista ao programa Opinião Tech, do Opinião CE, ele afirmou que existe, dentro do universo gamer, uma “grande controvérsia” em relação ao uso da IA. “Muitas pessoas da área da cultura acham que a IA não deveria estar em nenhum canto dos jogos”, afirmou.
“Entusiasta de IA”, como frisa Gularte, ele afirma que a substituição das pessoas por qualquer tecnologia não vai acontecer.
No mundo dos games, a inteligência artificial já é utilizada em processos como na prototipagem — processo de criação de modelos iniciais para testar a jogabilidade — e na geração de concept arts — ilustrações criadas para dar forma a personagens, cenários e objetos —, como explicou o CEO do Bojogá.
Ele ressaltou que o uso de IA nos games não é algo novo. O primeiro a ser registrado é um jogo de pingue-pongue desenvolvido nos anos 70. Nele, além de ser possível jogar contra outro jogador, permitia também jogar contra o computador. “Um recurso para inovação, não para substituição de pessoas”, disse.
“Nessa ótica, conseguimos usar IA sem qualquer problema”, acrescentou.
INSTITUTO BOJOGÁ
Em sua página oficial, o Instituto Bojogá informa ter como objetivo transformar pessoas e o mundo ao seu redor por meio da inovação em jogos, “promovendo felicidade, inclusão, conhecimento e oportunidades”.
“O propósito do Instituto é aproximar pessoas das tecnologias de jogos por iniciativas inovadoras de transformação”, destaca.
Além de CEO da entidade, Gularte é pesquisador, escritor, historiador e ativista da linguagem de jogos. Pós-graduado em Design Digital e Design Gráfico, ele também é professor universitário dos cursos de Arquitetura, Design Gráfico, Design de Interiores, Jornalismo, Publicidade e Jogos Digitais no Centro Universitário Estácio do Ceará.
