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Opinião CE lança especial sobre projetos de inclusão desenvolvidos no Legislativo cearense

A edição está disponível na versão impressa e digital. Foto: Hellynara Fernandes/Opinião CE

A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) tem ampliado, nos últimos anos, o sentido mais profundo de sua missão pública. De um espaço antes dedicado quase exclusivamente à representação política, a Alece tornou-se também uma Casa de acolhimento e cidadania — onde demandas da população ganham escuta, respostas e cuidado.

Para ampliar o alcance das ações e apresentar à população o que é desenvolvido no Legislativo, o Opinião CE publica, nesta quinta-feira (23), uma edição impressa trazendo histórias, depoimentos e detalhes do trabalho (com versão digital também disponível) desempenhado por profissionais na Casa.

Além disso, nesta sexta-feira (24), será publicado, no YouTube do Opinião CEquatro produções audiovisuais sobre serviços prestados à população cearense.

 Rampas, pisos táteis e elevadores acessíveis transformam a rotina de quem circula pela Alece. Foto: Marcos Moura/Alece

 Inclusão na Assembleia

O processo começou há mais de uma década, quando o Legislativo estadual decidiu abrir suas portas à prestação de serviços diretos à população. A criação de núcleos como o Procon Assembleia e o Decon, que hoje atendem milhares de cearenses, marcou um novo tempo. Pela primeira vez, a resolução de conflitos de consumo e o acesso a direitos básicos deixaram de depender de intermediações políticas, chegando diretamente ao cidadão.

A partir dessas experiências, novas áreas se somaram: atendimento médico, odontológico, fisioterápico e psicológico, ampliando o alcance social da Casa. Mas foi na pauta da inclusão e da acessibilidade que a Alece deu um passo decisivo. A criação do Centro Inclusivo para Atendimento e Desenvolvimento Infantil (Ciadi) trouxe à prática a visão de que a inclusão começa na infância — e que investir em diagnóstico, acompanhamento e acolhimento é uma das formas mais efetivas de transformar vidas.

O trabalho do Ciadi, voltado para crianças com autismo, deficiência intelectual, síndromes genéticas e transtornos do desenvolvimento, representa uma conquista simbólica e concreta. Simbólica, por reafirmar o compromisso do Parlamento com a dignidade humana. Concreta, porque oferece às famílias um espaço público de referência, onde cuidado e conhecimento caminham juntos.

A Alece conta com o Ciadi, que atende crianças e adolescentes com TEA e síndrome de Down. Foto: Hellynara Fernandes/Opinião CE

Sob a liderança do presidente Romeu Aldigueri, a Alece tem reafirmado a meta de ser uma instituição inclusiva em todos os sentidos — da arquitetura acessível à formação de servidores, da elaboração de leis ao apoio direto à população. Programas como o Ceará de Valores, voltado à juventude, e o apoio à aprovação do Estatuto da Pessoa com Síndrome de Down no Ceará reforçam esse movimento de ampliar oportunidades e reduzir desigualdades.

Neste caderno especial, o Opinião CE e a Alece celebram 10 anos do Estatuto da Pessoa com Deficiência, um marco de cidadania que continua a inspirar políticas públicas. São páginas dedicadas a histórias, conquistas e desafios de quem acredita que a verdadeira inclusão é aquela que abre caminhos — e não apenas portas.

Mais do que leis, a inclusão exige compromisso. E a Alece, ao se abrir para o povo cearense, mostra que o poder público é mais forte quando se torna também humano.