Para o Outubro Rosa, o estado do Ceará vai receber 586 frascos do primeiro lote do Trastuzumabe Entansina, medicamento de última geração incorporado ao SUS para o tratamento do câncer de mama HER2-positivo.
A entrega será feita pelo Ministério da Saúde, nesta quinta-feira (23), e busca combater no Estado a forma agressiva da doença que estimula o crescimento das células tumorais.
O medicamento será distribuído à Secretaria Estadual de Saúde, que fará a distribuição conforme os protocolos clínicos vigentes. Para o diretor do Departamento de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde, José Barreto, a entrega é um avanço gigantesco para a oncologia nacional.
“Trata-se de uma medicação muito esperada pela nossa população, que poderá reduzir em até 50% a mortalidade das pacientes com câncer de mama do tipo HER2-positivo. É uma grande vitória para a saúde pública e para o povo brasileiro”, afirmou
A remessa, com 11.978 unidades, chegou no Brasil no último dia 13. Os insumos atenderão 100% da demanda atual pelo medicamento no SUS, beneficiando 1.144 pacientes ainda em 2025.
As próximas entregas estão previstas para dezembro de 2025, março e junho de 2026.
O investimento total é de R$ 159,3 milhões para a compra de 34,4 mil frascos-ampola do medicamento, sendo 17,2 mil unidades de 100 mg e 17,2 mil de 160 mg.
O TRATAMENTO
O medicamento é indicado para mulheres que ainda apresentam sinais da doença após a quimioterapia inicial, geralmente em casos de câncer de mama HER2- positivo em estágio III.
Além do Trastuzumabe Entansina, o Ministério avança na oferta dos inibidores de ciclinas (abemaciclibe, palbociclibe e ribociclibe) indicados para o tratamento de câncer de mama avançado ou metastático com receptor hormonal positivo e HER2-negativo.
MAMOGRAFIA
O Ministério da Saúde anunciou, recentemente, uma mudança na faixa etária para realização da mamografia no SUS. A partir de agora, o exame está disponível também para mulheres a partir dos 40 anos, mesmo na ausência de sintomas de câncer.
A ampliação da faixa etária busca fortalecer o diagnóstico precoce e o acesso à assistência, especialmente para mulheres que antes encontravam problemas no sistema público de saúde, como a exigência de histórico familiar ou de sinais clínicos da doença.
Em 2024, as mamografias realizadas em mulheres com menos de 50 anos já corresponderam a 30% do total, ultrapassando 1 milhão de exames.
