O ato de filiação de Ciro Gomes ao PSDB, nesta quarta-feira (22), reuniu figuras de destaque da oposição cearense, entre elas o deputado federal André Fernandes, presidente estadual do PL no Ceará. O parlamentar afirmou que uma possível candidatura de Ciro ao Governo do Estado em 2026 ajudaria a “unir” as oposições no Ceará. “Temos mais coisas em comum do que divergências”, defendeu.
“Espero que, de fato, essa candidatura se concretize”, afirmou André, pouco antes do evento. Segundo ele, 17 parlamentares do PL, entre deputados e vereadores, marcaram presença na cerimônia em apoio ao ex-ministro. “Nada mais simbólico do que ser no dia 22. Isso diz muito”, completou.
O parlamentar esteve acompanhado do pai, deputado estadual Alcides Fernandes (PL), que deve disputar o Senado Federal com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante passagem pela Assembleia Legislativa, o próprio Ciro sinalizou apoio ao nome de Alcides.
A líder do PL na Assembleia, deputada Dr. Silvana, também reforçou o entusiasmo com a nova configuração partidária. “O Ciro tem uma liga. As pessoas gostam e querem votar nele. Então, por que pensar em outra liderança?”, questionou a parlamentar.
Nos próximos dias, deputados da sigla devem se reunir na Assembleia Legislativa para alinhar estratégias e resolver eventuais divergências internas. André Fernandes deve participar das discussões.
Ato de filiação
O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes oficializa sua filiação ao PSDB durante evento realizado em Fortaleza. Ele chegou por volta das 10h55, acompanhado do ex-governador Tasso Jereissati. “Ele será o presidente do partido”, disse o tucano, logo na entrada.
A mudança de sigla marca um novo capítulo em sua trajetória política e indica uma possível candidatura ao Governo do Ceará nas eleições de 2026.
Ciro deixa o PDT, partido ao qual foi filiado por 10 anos e pelo qual disputou duas eleições presidenciais. O pedido de desfiliação foi entregue na última sexta-feira (17) ao presidente da legenda, Carlos Lupi. Como já havia adiantado o Opinião CE, o União Brasil também era uma das opções consideradas pelo político.
O movimento ocorre em meio a críticas recorrentes de Ciro à gestão do governador Elmano de Freitas (PT), que conta com o apoio do PDT no Ceará. A permanência da aliança entre pedetistas e petistas no Estado foi um dos principais pontos de atrito que levaram à saída de Ciro do partido.
Aliados próximos afirmam que o ex-ministro deve disputar o Governo do Estado em 2026, repetindo o embate direto com o grupo governista liderado por Elmano, Camilo Santana (PT) e Cid Gomes (PSB) – seu irmão. Esta é a sétima troca de partido na carreira de Ciro Gomes. O retorno ao PSDB tem também um valor simbólico: foi pela legenda que ele governou o Ceará entre 1991 e 1994, período em que consolidou sua projeção nacional.
