O Mutirão Pré-COP 30, promovido pelo Ministério das Comunicações (MCom) como parte das ações preparatórias do Governo Federal para a Conferência do Clima (COP 30) no Pará, em novembro, arrecadou 200 toneladas de resíduos eletrônicos em apenas sete dias — meta inicialmente prevista para um mês de campanha.
O resultado, segundo o MCom, mostra o engajamento da população brasileira com práticas sustentáveis.
“Em poucos dias de campanha, atingimos a meta que esperávamos alcançar em um mês. Isso mostra que o Brasil está pronto para dar exemplo ao mundo em um ano decisivo, em que o país será vitrine na COP 30. A população entendeu que sustentabilidade começa em casa, com o descarte correto e o reaproveitamento inteligente de resíduos”, destacou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
A campanha segue até o próximo dia 13 de novembro, com expectativa de novos recordes de arrecadação. O mutirão mobiliza Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs) em todo o Brasil — locais responsáveis por receber, separar e destinar corretamente os equipamentos descartados. É possível acompanhar os dados da campanha em tempo real por meio deste link.
Além da coleta, os CRCs promovem Oficinas Nacionais de Boas Práticas, que capacitam jovens e adultos sobre o tratamento e o reaproveitamento de resíduos eletrônicos. Só no primeiro dia de campanha, mais de 2.700 alunos foram formados.
Empresas, órgãos públicos e instituições que destinarem cinco toneladas ou mais de equipamentos poderão receber o Selo de Apoiador Desafio Sumaúma COP 30, reconhecimento oficial pelo apoio à iniciativa.
Parcerias e impacto social
O Mutirão conta com Acordos de Cooperação Técnica entre o MCom, o Serpro, os Correios e o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, que, juntos, destinam 76,9 toneladas de equipamentos ociosos para reaproveitamento no Programa Computadores para Inclusão. A iniciativa transforma resíduos eletrônicos em ferramentas de educação digital e inclusão social.
Durante a campanha, o Ministério também lançou a Cartilha de Boas Práticas para o Descarte de Resíduos, que orienta a população sobre os riscos da destinação incorreta e explica o funcionamento da logística reversa — destacando o papel essencial de catadores e cooperativas nesse processo.
Computadores para Inclusão
Criado para reaproveitar e recondicionar equipamentos eletroeletrônicos, o programa Computadores para Inclusão já deu destino correto a 9,5 mil toneladas de lixo eletrônico e 1,2 milhão de equipamentos, beneficiando escolas públicas, comunidades indígenas, quilombolas e rurais em 1.200 municípios brasileiros.
Até agora, 65 mil computadores foram doados a 5 mil pontos de inclusão digital, e 66 mil pessoas foram capacitadas em cursos de tecnologia — transformando descarte em educação, cidadania e futuro sustentável.
