Gestores públicos municipais de todo o Brasil já podem aderir à Declaração das Cidades, que reúne compromissos em áreas ambientais e sociais para serem assumidos até o início da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, a COP 30, que ocorre em Belém (PA), em novembro.
A iniciativa, articulada pelo Instituto Cidades Sustentáveis (ICS), está aberta para assinatura até o mês em que será realizada a conferência. Nesse contexto, a Declaração das Cidades propõe ações para enfrentar a emergência climática por meio de dez ações prioritárias. São elas:
- cuidados com o ar;
- cuidados com as águas;
- cuidados com o solo;
- prevenir e gerir riscos climáticos;
- ampliar áreas verdes;
- dar destino correto aos resíduos sólidos;
- promover a educação ambiental;
- incentivar a agricultura local;
- adotar compras públicas sustentáveis;
- garantir a justiça climática.
Na abertura do Fórum de Desenvolvimento Sustentável das Cidades 2025, na última quarta-feira (15), o diretor-presidente do ICS, Jorge Abrahão, destacou a relevância dos municípios na agenda climática e social, lembrando que 90% da população brasileira vive em áreas urbanas.
Como explicou, “é nas cidades que aterrizam todos os desafios que a gente tem globalmente”. O diretor frisou que 90% das pessoas brasileiras vivem em cidades. “Nós temos um dos países mais urbanizados do mundo e, daí, a importância de a gente estar pensando em como avançar nas cidades de uma maneira geral”, afirmou.
“Nós estamos falando de qualidade de vida das pessoas. Como é que as pessoas podem ter vida digna nas cidades?”, acrescentou.
Atualmente, cerca de 350 municípios já integram o programa de apoio à gestão e planejamento do ICS e participam ativamente das discussões sobre sustentabilidade e desenvolvimento urbano.
Segundo o documento, é preciso que as relações entre os governos municipais, estaduais e federal sejam fortalecidas, para dar protagonismo às cidades no enfrentamento à emergência climática.
