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Todos sabem minha posição sobre mulheres no STF, diz Cármen Lúcia

As declarações da ministra foram dadas após ser questionada sobre a possibilidade de a vaga aberta no STF ser ocupada por uma mulher. Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, evitou fazer um pedido direto ao presidente da República em relação à escolha do novo membro da Corte, em razão da aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso.

As declarações da ministra foram dadas após ser questionada sobre a possibilidade de a vaga aberta no STF ser ocupada por uma mulher. Ela se pronunciou na noite dessa quinta-feira (16), no Sesc Pinheiros, na capital paulista, durante o evento Sempre Um Papo.

“Todos sabem a minha posição sobre a questão das mulheres [no STF], mas não [falo] em específico. Juiz não pede porque não pode receber, na minha compreensão”, acrescentou Cármen.

Cármen Lúcia declarou que não pode se manifestar sobre algo que é da sua casa, pois, se fizer um pedido dirigido ao presidente da República, no outro dia ele terá uma justificativa para pedir algo à juíza.

APOSENTADORIA ANTECIPADA

A aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi publicada na quarta-feira (15) no Diário Oficial da União. Com a publicação do documento, Barroso deixará o cargo neste sábado (18).

Caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicar um novo ministro para a Corte. Não há prazo para a indicação.

O anúncio ocorre poucos dias após Luís Roberto Barroso deixar a presidência do STF e ser alvo de sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos.

Com 67 anos, pelo regimento da magistratura, o ministro poderia permanecer até os 75, idade da aposentadoria compulsória.

QUEM É CÁRMEN LÚCIA?

Cármen Lúcia Antunes Rocha, de 70 anos, é natural de Montes Claros, Minas Gerais. A ministra integra a Corte desde 2006, quando foi indicada pelo presidente Lula para substituir Nelson Jobim. Ela se tornou a segunda mulher a ocupar uma vaga na mais alta Corte de Justiça do país.

Em maio do ano passado, a magistrada foi eleita, em votação simbólica, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para o biênio 2024-2026.

O voto de Cármen foi decisivo para a finalização do julgamento do Núcleo 1 da trama golpista.