A viola, símbolo da música popular nordestina e herança da Península Ibérica, ganha novo protagonismo no Ceará.
O Sesc realiza, de 23 a 25 de outubro, em Iguatu, a Mostra Sesc de Violas e Violeiros 2025, evento que celebra a tradição da cantoria e do repente, ampliando o antigo Festival de Violeiros para um formato de alcance nacional.
Durante quase três décadas, o Sesc Ceará manteve viva a cultura do repente e da poesia popular com o Festival de Violeiros. Este ano, o evento evolui para Mostra, buscando valorizar a diversidade da viola no Brasil e promover um diálogo entre músicos, pesquisadores e o público.
“Estamos abrindo o evento e o diálogo, colocando a viola no centro dessa Mostra. Ela ganhou estilos e afinações próprias em cada região do País, e isso será explorado na programação”, destacou Alemberg Quindins, gerente de Cultura do Sesc Ceará.
A Mostra contará com concertos, exposições, mesas redondas e apresentações de repentistas, unindo tradição e novas expressões musicais.
A abertura, no dia 23, às 9h, terá a mesa “Violas, violeiros e suas pluralidades”, com nomes como Ivan Vilela, violeiro e pesquisador, Socorro Pinheiro, especialista em cultura popular, o luthier Antônio Torquato, além dos repentistas Chico Alves e Jonas Bezerra.
À noite, o público poderá conferir a exposição “Violas, criações e dimensões”, de Torquato, e o concerto de Vilela.
Antes da Mostra, o Sesc realizou uma pré-programação itinerante com apresentações em oito municípios da região — entre eles Acopiara, Solonópole e Várzea Alegre.
Segundo Raimundo Neto, gerente do Sesc Iguatu, a iniciativa foi uma forma de “democratizar o acesso à arte e preparar o público para o evento principal, que dá voz e vida à poesia do Nordeste”.
Com entrada gratuita, a Mostra Sesc de Violas e Violeiros consolida-se como um espaço de celebração da identidade nordestina, promovendo o intercâmbio entre gerações e o fortalecimento das raízes culturais.
Além das apresentações, o público poderá acompanhar o lançamento de cordéisde autores como Gevanildo Almeida, Rivamoura Teixeira e Francisco Benício, reforçando o compromisso do Sesc com a valorização da arte popular brasileira.
