A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) reabriu, no último dia 1º deste mês, as galerias, espaço onde a população pode acompanhar as sessões da Casa e os trabalhos dos legisladores. Sob a gestão do presidente Romeu Aldigueri (PSB), a Alece tem buscado, cada vez mais, promover a inclusão. Com as galerias, não foi diferente.
Nos locais destinados ao acompanhamento das sessões, há um espaço que garante que pessoas com deficiência (PCDs) ou com mobilidade reduzida possam acompanhar as sessões plenárias. Como explica Manuel Jucá, diretor do Departamento de Administração da Alece, a ação garante “mais autonomia e dignidade a essas pessoas”.
“A criação de um espaço voltado à inclusão nas galerias da Alece reafirma o compromisso do Parlamento cearense com a acessibilidade e o respeito à diversidade”, disse.
De acordo com ele, a medida não foi realizada apenas para “atender à legislação”, mas sim como uma forma de reforçar que a “Casa do Povo”, como é conhecido o Parlamento cearense, “deve ser, de fato, um espaço plural e acessível a todos e todas, fortalecendo a representatividade e o exercício pleno da cidadania”.
Ampliação da participação social
Outras ações estruturais também têm sido realizadas visando fortalecer a representatividade.
Jucá explica que a transmissão acessível das sessões e eventos, as adequações arquitetônicas nos prédios da Assembleia, a atuação do Centro Inclusivo para Atendimento e Desenvolvimento Infantil (Ciadi) e as ações do Comitê de Responsabilidade Social (CRS) são algumas das medidas que auxiliam na inclusão.
“A Alece vem avançando em diversas ações estruturais e institucionais voltadas à promoção da inclusão”, acrescentou.
Segundo Amanda Melo, articuladora do CRS, a Alece contribui para ampliar a participação social ao tornar suas dependências “mais acessíveis e acolhedoras”. “Garantir que pessoas com deficiência possam estar presentes, compreender e interagir com os processos legislativos é um passo essencial para o exercício pleno da cidadania”, afirmou.
Ela destaca, ainda, que a inclusão, seja física ou simbólica, reforça a mensagem da Alece de que “todas as vozes são importantes na construção das políticas públicas e no fortalecimento da democracia”.
