O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), rebateu as críticas do presidente Lula (PT), que disse, nesta quarta-feira (15), que o Congresso Nacional nunca teve “tão baixo nível” como atualmente. Segundo Motta, em entrevista à GloboNews, o Legislativo aprovou “quase praticamente tudo que o Governo enviou”, mesmo que alguns projetos tenham sofrido alteração.
Ainda na resposta, ele afirmou que é o Planalto que precisa “acertar um pouco os ponteiros da governabilidade com os partidos políticos”. Partidos de centro, como o PSD, o MDB e o próprio Republicanos de Motta, apesar de possuírem nomes aliados ao Governo Federal, têm dado votos contrários a algumas matérias do Executivo.
Na opinião de Hugo Motta, a fala de Lula se referiu mais como uma crítica à extrema-direita. O deputado reforçou que, mesmo com a polarização e com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF), a Casa tem votado matérias importantes.
“Eu encaro isso com muita tranquilidade, de quem tem a certeza de que tem procurado, nesse mar revolto, manter o barco navegando e atravessando essa tempestade“, afirmou.
Sobre a relação entre o Executivo e o Legislativo, o parlamentar disse que tem de ter responsabilidade de colocar o Poder que preside “onde ele tem de estar”, como acrescentou, “colaborando com as agendas importantes para o País”.
ORÇAMENTO E EMENDAS
Motta pontuou que a execução orçamentária, com atrasos na aprovação do orçamento, tem sido um dos motivos que têm prejudicado a relação entre o Governo e os deputados, devido ao atraso provocado por decisões do STF no ano passado e por ameaças de cortes a emendas para 2026.
“Milhares de municípios dependem dessas emendas para ter acesso a serviços essenciais, como saúde. Estou falando da minha base, do interior da Paraíba. Os meus prefeitos não param de me ligar, porque os serviços são contratados já esperando essas emendas“, explicou.
O presidente disse que quer alinhar com o Executivo uma forma de preservar o Orçamento do próximo ano, “para que, não só as emendas, mas também todas as políticas públicas do governo que estão na peça orçamentária possam ser efetivadas em 2026”.
