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Tecnologias inovadoras de transplante são apresentadas durante congresso em Fortaleza

Durante o XIX Congresso Brasileiro de Transplantes, cirurgiões cearenses apresentam tecnologias inovadoras para o Estado, a partir desta quarta-feira (15), até o próximo sábado (18), na cidade de Fortaleza. 

No Centro de Eventos do Ceará, a equipe do CityCor de Fortaleza, sob a liderança dos cirurgiões cardiovasculares Juan Mejia e Daniel Trompieri, demonstrará uma tecnologia de ponta para transplantes.

A tecnologia consiste em um equipamento no qual é possível ver um coração transplantado batendo fora do corpo humano. Com o dispositivo é possível manter o coração doado em funcionamento, e além de preservar, trata o órgão até o momento do transplante.

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Aumentando para 12 horas o tempo de isquemia (redução do fluxo sanguíneo para uma parte do corpo), a tecnologia já apresenta resultados de 30% de aumento na taxa de sucesso de transplantes de coração nos Estados Unidos.

Com mediação do doutor Juan Mejia, a inovação será apresentada durante sessão na sexta-feira (17). O cirurgião é líder do Programa de Transplantes de Coração no Hospital de Messejana, com mais de 550 transplantes do tipo já realizados no Ceará.

TRANSPLANTES NO CEARÁ

O Ceará realizou 989 transplantes de órgãos e tecidos no primeiro semestre de 2025, sendo 11 de coração, 110 de fígado, 3 de pulmão, 123 de rim, 690 de córnea e 52 de medula óssea.

No entanto, conforme o Ministério da Saúde, 45% das famílias brasileiras ainda recusam a doação de órgãos. Atualmente, mais de 80 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo 2.106 no Ceará. 

Para enfrentar o desafio, a pasta lança agora um programa inédito, qualificando o diálogo com familiares e fortalecer o acompanhamento das doações nos hospitais.

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O Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Prodot) busca reconhecer e valorizar as equipes que atuam dentro dos hospitais, responsáveis pela identificação de potenciais doadores, logística do processo e a conversa com os familiares.

O projeto também atuará na formação e orientação dos profissionais, com foco nas práticas de acolhimento e apoio às famílias.

O avanço nacional atingiu a marca recorde de 14,9 mil transplantes também no 1º semestre do ano, um crescimento de 21% em relação a 2022.