Representantes dos nove estados nordestinos se reuniram, nesta segunda-feira (13), em Brasília, para finalizar o texto do Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica (PTE-NE). A iniciativa consolida o compromisso regional com um modelo de desenvolvimento descarbonizado, verde e socialmente justo, e será apresentada durante a COP 30, em Belém (PA).
O plano integra o projeto de transição ecológica elaborado pelo Governo Federal e busca adaptar suas diretrizes às particularidades do Nordeste, região que tem se destacado na agenda ambiental e climática do Brasil.
O documento é resultado da parceria entre o Consórcio Nordeste, o Ministério da Fazenda e a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), e será um dos destaques da delegação nordestina na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, reforçando o papel do Nordeste na liderança de um desenvolvimento mais sustentável e inclusivo.
De acordo com Glauber Piva, chefe de Gabinete do Consórcio Nordeste, a proposta coloca a região como protagonista de uma nova etapa do desenvolvimento brasileiro.
“Estamos discutindo adensamento tecnológico, bioeconomia, segurança alimentar, segurança hídrica e economia circular. O que vai acontecer é o Nordeste protagonista do desenvolvimento do Brasil”, afirmou.
Desenvolvimento sustentável e inclusão social
O PTE-NE está estruturado em diretrizes que incluem transição energética justa, valorização dos biomas e da sociobiodiversidade, fortalecimento da agricultura familiar, educação e inovação verde e infraestrutura resiliente. A proposta também defende um modelo de governança participativa, com monitoramento climático e decisões compartilhadas entre governo e sociedade civil.
Segundo José Domingues, secretário adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Programas Estratégicos (SEDEP) do Maranhão, o plano reflete a diversidade e as potencialidades da região.
“O plano busca desenvolver todas as potencialidades da nossa região, observando aspectos como infraestrutura, sustentabilidade financeira, meio ambiente e capacitação da mão de obra. Isso é fundamental para gerar resultados concretos à população”, destacou.
Participação e construção coletiva
A formulação do PTE-NE foi marcada por uma série de escutas públicas e oficinas regionais, que envolveram governos estaduais, sociedade civil, academia e setor produtivo. Essas etapas contribuíram para identificar os principais desafios e oportunidades ligados à transição ecológica no Nordeste.
