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Inclusão: Alece disponibiliza versões em Braille de leis

A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) disponibiliza versões em Braille de leis. A medida, que tem como objetivo garantir a inclusão de deficientes visuais, foi promovida pelo Instituto de Estudos e Pesquisa sobre o Desenvolvimento do Estado do Ceará (Inesp).

Entre as publicações que estão disponíveis para a leitura em Braille, estão:

  • Estatuto da Criança e do Adolescente;
  • Estatuto do Desarmamento;
  • Estatuto dos Funcionários Públicos e Civis do Estado do Ceará;
  • Estatuto do Idoso;
  • Guia Cultural de Fortaleza;
  • Lei Maria da Penha;
  • Cordel Lei Maria da Penha;
  • Nova Ortografia da Língua Portuguesa.

As publicações são impressas na própria gráfica do Inesp e estão disponibilizadas gratuitamente para a população.

Aureni Lopes e Tiago Casal, casal que possui deficiência visual, trabalham na gráfica do Inesp, realizando o trabalho de transcrição dos caracteres comuns para os seus correspondentes no alfabeto Braille.

Com a chegada do digital, os servidores agora testam a acessibilidade nas plataformas digitais da Alece. Eles integram a equipe responsável por testar a acessibilidade de materiais como livros e cartões digitais, visando assegurar a compatibilidade com softwares leitores de tela usados por pessoas cegas.

Ao Opinião CE, Aureni afirmou que se sente confortável e “muito satisfeita” em fazer parte da Assembleia. “Além de contar com inúmeras maneiras acessíveis de trabalhar, encontro também uma grande empatia e sensibilidade de toda a equipe para comigo”, disse.

“É importante que tenhamos leis e outras medidas para auxiliar uma pessoa com deficiência no campo de trabalho e, quando o ambiente nos é favorável, somos capazes de realizar inúmeras tarefas”, acrescentou.

Já Tiago Casal, também ao Opinião CE, ressaltou que a Casa tem conseguido, a cada dia, implementar ações que auxiliam as pessoas com deficiência (PCDs). Além de medidas estruturais, como rampas, pista tátil e elevadores sonoros, também há a realização de atividades e palestras para os trabalhadores. “Isso nos permite estar integrados com equipes de diversos setores, o que caracteriza uma ‘verdadeira inclusão’”, destacou.