A primeira-dama e presidente do Comitê Intersetorial de Governança do Programa Ceará Sem Fome, Lia de Freitas, em entrevista ao Opinião CE, rebateu críticas ao projeto, evidenciando o conhecimento das histórias das famílias em situação de vulnerabilidade por parte do governo.
“A gente vai nos espaços, a gente conhece as histórias. Dentre 6.000 pessoas, 100 estão em insegurança alimentar gravíssima”, argumentou Lia.
O principal tema de críticas ao projeto é o incentivo financeiro do governo, como o Bolsa Família, estimular a população a permanecer em situação de pobreza, sem interesse em crescer financeiramente.
Diante disso, Lia ressaltou a qualificação profissional oferecida pelo Ceará Sem Fome, com 20.000 pessoas já qualificadas. Ela acrescentou que, toda sexta-feira, pelo menos 500 pessoas recebem certificado.
O programa oferece parcerias tanto para quem tem interesse em ingressar no mercado de trabalho, com o Instituto de Desenvolvimento do Trabalho, quanto para quem deseja empreender, por meio de mentorias, contato com o Sebrae e auxílio do CearáCred, com juros quase zero.
A primeira-dama evidenciou a preocupação do projeto em oferecer possibilidade de autonomia financeira, além de destacar o interesse dos beneficiados em sair da situação de vulnerabilidade.
“Quando a gente entrega uma quentinha, eles dizem: eu não quero quentinha, eu quero é um emprego, quero trabalhar”, argumentou Lia.
FESTIVAL CEARÁ SEM FOME
Lia também destacou o interesse do Governo do Ceará em debater, no Festival Ceará Sem Fome, os motivos de tamanha desigualdade no Estado, com o objetivo de estabelecer medidas imediatas.
O Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica será um aliado do governo para pensar nos rumos que o Ceará pode tomar no combate à desigualdade.
No festival, iniciativas indicadas pelos próprios beneficiários serão premiadas, como um projeto de parceria para o pagamento da conta de água com fornecedores da Cagece. Antes dessa ideia, o governo entregava o recurso para os próprios beneficiários pagarem sua conta de água.
As iniciativas serão premiadas pelos critérios de participação social e qualificação profissional. Além disso, o governo oferecerá o estande de bem-estar e saúde, com direito a massagem.
“Elas também nos pediram: ‘Lia, eu quero é uma massagem, eu quero é me embelezar'”, informou a presidente do projeto.
Entre as atrações do evento haverá uma palestra motivacional da madrinha do programa, Solange Almeida, com direito a muita dança e música.
PARCERIA COM O PROJETO FORTALEZA SEM FOME
Em resposta à entrevista com o Opinião CE, a primeira-dama argumentou sobre o benefício que o Ceará Sem Fome pode trazer para o programa na capital cearense.
Ela destacou que o olhar para as questões sociais de Fortaleza é fundamental, pois o município possui altos índices de desigualdade social.
O programa atende, em Fortaleza, diariamente, 36 mil pessoas com refeição e um, complemento alimentar de 10 mil pessoas, por meio do cartão Ceará Sem Fome.
Além das medidas alimentares, também há qualificação profissional. O projeto tem 29 equipamentos estaduais de assistência social em Fortaleza.
O plano, atualmente, é alcançar mais famílias na capital, por meio de ações sociais e parceria com os CRAS.
“Nós temos 800 favelas e estamos em 360. Nós precisamos chegar em outras favelas”, afirmou Lia.
A primeira-dama evidenciou a entrega de sopas realizadas pelo programa em parceria com o Sesc. O projeto está com aproximadamente 2.000 sopas entregues diariamente.
“O Estado já tem uma ação muito robusta na cidade de Fortaleza e continuará. É necessária essa ação”, finalizou Lia.
