O presidente Lula (PT) afirmou, durante seu discurso na abertura do Fórum Mundial da Alimentação, em Roma, que “a fome é irmã da guerra”. O chefe de Estado ressaltou que as duas estão ligadas, já que “conflitos armados desorganizam cadeias de insumos e alimentos”.
“Da tragédia em Gaza à paralisia da Organização Mundial do Comércio, a fome tornou-se a sintonia do abandono das regras e das instituições multilaterais”, disse o presidente.
O Fórum, evento internacional, é realizado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, sigla em inglês). Neste ano, o encontro mundial marca a comemoração pelos 80 anos da criação da FAO.
Para o Brasil, aliás, o momento não poderia ser mais simbólico, já que, no último mês de julho, um relatório divulgado pela ONU mostrou que o País deixou o Mapa da Fome.
Lula, além de afirma que a fome é irmã da guerra, ressaltou que isto ocorre tanto na guerra “travada com armas e bombas”, ou “com tarifas e subsídios”.
“Conflitos armados, além do sofrimento humano e da destruição da infraestrutura, desorganizam cadeias de insumos e alimentos. Barreiras e políticas protecionistas de países ricos desestruturam a produção agrícola no mundo em desenvolvimento”, afirmou.
Desde o último mês de agosto, uma sobretaxa de 50% foi imposta pelos Estados Unidos sobre alguns produtos brasileiros para exportação. Lula e o presidente norte-americano, Donald Trump, têm conversado sobre a possibilidade de novas negociações a respeito do tarifaço.
