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Brincar mais e usar menos telas; dicas para uma infância mais saudável

Neste domingo (12) é comemorado o Dia das Crianças, data que marca a importância do cuidado e proteção dos pequenos, que precisam de um desenvolvimento saudável, criativo e livre.

No entanto, atualmente um dos grandes problemas de um crescimento seguro é o uso excessivo de dispositivos móveis e telas. 

Brincadeiras interativas com os pais e outras crianças, em contato com a natureza e com a própria imaginação são atividades que podem tornar a infância um período ainda mais especial.

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Além disso, uma boa alimentação e sono também são essenciais, como destacam especialistas. 

Como pontua a psicóloga Giza Santiago, ao Opinião CE, para uma criança crescer e se pertencer ao mundo, o brincar é necessário e basilar no desenvolvimento cognitivo e emocional.

“Para a criança ser criança, o brincar precisa acontecer. Ele é constituinte para a possibilidade de desenvolvimento, de crescimento, de pertencimento no mundo. É necessário para qualquer relação que a criança estabelece com o outro”, destaca.

Ainda segundo Giza, o pensar o brincar é muito diferente do que se muitas vezes se discute, geralmente associado ao ócio não construtivo ou como um passatempo.

BOA ALIMENTAÇÃO E SONO, MENOS TELAS

Conforme a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), cada faixa etária deve ter um tempo de tela específico permitido e adequado:  

  • De 0 a 2 anos: sem telas, mesmo que passivamente;
  • De 2 a 5 anos: uma hora por dia, com supervisão dos pais ou responsáveis;
  • De 6 a 10 anos: uma a duas horas por dia, no máximo, e sempre com supervisão;
  • Entre 11 e 18 anos: de duas a três horas por dia, e nunca deixar “virar a noite”.

Já o sono de qualidade, conforme Renata Aniceto, membro do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da SBP, é essencial para o desenvolvimento físico, emocional e cognitivo na infância.

“Se usar telas no período noturno, fica com a luz da tela no meu cérebro mais tempo, o que diminui a produção de melatonina, hormônio responsável pela indução inicial do sono. Assim, a criança vai ter mais dificuldade para pegar no sono e despertares noturnos mais frequentes”, explica.

Ainda segundo a médica, o sono também é o momento em que processos neurológicos acontecem. “A fixação de aprendizados adquiridos durante o dia é feita nesse período noturno. Muitos hormônios são secretados durante a noite, como o hormônio do crescimento, os hormônios controladores de fome e saciedade”, complementa.

Já segundo a professora Diana Barbosa Cunha, do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a alimentação saudável e equilibrada é essencial, tanto no período de Introdução Alimentar, que inicia aos 6 meses, como em toda a infância.

 “Deve-se restringir o consumo de alimentos ultraprocessados. É fundamental estimular a autonomia da criança escolhendo as opções saudáveis que o responsável vai apresentar. Levar as crianças para a feira para ela escolher os alimentos. Levar a criança para o preparo dos alimentos como lavá-los, cortá-los. Isso favorece a relação com a alimentação”, explica.

Isso porque, segundo a especialista, hábitos ruins na infância podem se prolongar ao logo da vida, trazendo riscos como doenças crônicas.