A deputada federal cearense Luizianne Lins (PT)desembarcou, na tarde deste sábado (11), no Aeroporto Internacional de Fortaleza, após ter sido presa ilegalmente e deportada pelo governo de Israel, ao lado de outros 12 brasileiros.
Ela chegou no Brasil na última quinta-feira (9), no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Os ativistas estavam presentes na Flotilha Global Sumud, que navegava em direção a Faixa de Gaza, em missão humanitária.
Recebida por apoiadores e eleitores, a parlamentar esteve ao lado da primeira-dama do Estado, Lia de Freitas e da deputada estadual Larissa Gaspar (PT), bem como de outros líderes e representantes.
A parlamentar estava como observadora internacional, em missão oficial da Câmara, na embarcação que levava alimentação, fórmulas infantis e medicamentos à população da Palestina.
“São mais de 62 mil palestinos brutalmente assassinados, 40% deles crianças, que não sabiam nem o que era vida e a perderam. É uma intenção de guerra, o genocídio. Era uma população que estava fadada a desaparecer, por extermínio e genocídio de um Estado terrorista de Israel”, pontuou Lins.

Luizianne destacou que o motivo de sua ida foi em respeito à vida, “pois vidas palestinas importam”, e, como missão humanitária, a ação buscava livrar a população de mais sofrimentos.
“Nossa ação foi muito mais uma obrigação moral do meu tempo, uma régua civilizatória que nós estamos vivenciando no século XXI, é que é inaceitável a gente ver crianças, sem direito à infância, sendo dizimadas”, complementou.
Ela chegou a mencionar que moradores de Gaza voltaram a pescar, por conta da atenção que o Exército israelense direcionou para a flotilha internacional.
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Luizianne ainda relatou os seis dias que a frota, que incluía também a ativista Greta Thunberg, passou sob comando de Israel.
“Foram dias terríveis, fomos para prisão de segurança máxima. Quando chegamos no porto, todos nós ficamos por mais de 1 hora de quatro, com a cabeça no chão, foi uma imagem que o ministro de Israel fez questão de mostrar para toda a população israelense”, relatou.
A flotilha reunia mais de 50 embarcações de todo o mundo, e cerca de 500 ativistas de diferentes países.
Também na última quinta-feira (9), O líder do Hamas, Khalil Al-Hayya, afirmou que está declarado o fim da guerra entre Israel, marcando o início de um cessar-fogo permanente.
O grupo destacou que recebeu garantias dos Estados Unidos, dos mediadores árabes e da Turquia, de que a guerra em Gaza acabou.
O acordo inclui ainda a abertura da passagem de Rafah em ambas as direções e prevê a libertação, por Israel, de todas as mulheres e crianças palestinos detidas.
