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Guerra em Gaza acabou, diz líder do Hamas

Osama Hamdan, outro líder do grupo islamita, afirmou que nenhum palestino aceita o desarmamento e os palestinos precisam de armas e de resistência. Foto: Ibraheem Abu Mustafa/ Reuters/ Direitos Reservados

O líder do Hamas, Khalil Al-Hayya, afirmou, nesta quinta-feira (9), que está declarado o fim da guerra entre Israel, marcando o início de um cessar-fogo permanente.

O grupo destacou que recebeu garantias dos Estados Unidos, dos mediadores árabes e da Turquia, de que a guerra em Gaza acabou.

O acordo inclui ainda a abertura da passagem de Rafah em ambas as direções e prevê a libertação, por Israel, de todas as mulheres e crianças palestinos detidas.

“Hoje, anunciamos que o acordo foi alcançado para pôr fim à guerra e à agressão contra o nosso povo e iniciar a implementação de um cessar-fogo permanente e a retirada das forças de ocupação”, disse Khalil Al Hayya, durante discurso televisivo esta quinta-feira.

O representante acrescentou ainda que, como parte do acordo, 250 palestinianos condenados a prisão perpétua serão libertos, além de 1.700 prisioneiros de Gaza detidos após 7 de outubro.

Osama Hamdan, outro líder do grupo islamita, afirmou que nenhum palestino aceita o desarmamento e os palestinos precisam de armas e de resistência. Esta era uma das condições de Israel para o cessar-fogo.

ISRAEL E ESTADOS UNIDOS 

Já Israel anunciou durante o dia que “todos os partidos” assinaram a primeira fase do acordo em Gaza. Os líderes israelenses já garantiram que o acordo entrará em efeito quando aprovado pelo governo de Benjamin Netanyahu.

A decisão é aguardada para as próximas horas.

Enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os reféns ainda na posse do Hamas deverão ser libertos “segunda ou terça-feira”.

O chefe de estado deve viajar para o Egito e Israel nos próximos dias.

O ACORDO

De acordo com o documento, a resolução que as autoridades de Israel irão a votar, e inclui:

  • No prazo de 24 horas após a aprovação do plano pelo governo, as forças militares israelenses vão se posicionar ao longo da Linha Amarela, linha inicial proposta para a retirada israelense em Gaza;
  • No prazo de 72 horas após a deslocalização, 20 reféns israelitas vivos e 28 reféns falecidos, incluindo quatro reféns não israelenses falecidos, serão libertos do cativeiro em Gaza;
  • A resolução descreve que o calendário de libertação dos reféns será “determinado com uma consideração cuidadosa para evitar colocar as suas vidas em risco ou atrasar a sua libertação, dadas as circunstâncias e condições únicas dos reféns”;
  • Se os corpos dos reféns falecidos não forem todos libertados, será invocado um apêndice confidencial com “condições adicionais”, estipula a resolução;
  • Por sua vez, Israel iniciará a libertação de prisioneiros e detidos palestinos sob custódia do Serviço Prisional de Israel ou das Forças de Defesa de Israel. Isto inclui 250 prisioneiros a cumprir penas perpétuas, que serão libertos mediante o acordo de expulsão para Gaza ou para o estrangeiro e de não regressarem a Israel;
  • Israel também vai libertar 1.700 residentes de Gaza e 22 menores, todos eles não envolvidos nos ataques de 7 de outubro, mas detidos posteriormente;
  • Os corpos de 360 ​​pessoas que Israel designou como “terroristas” também serão devolvidos;

Com Agência RTP.