A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (8), a Operação Nacional Proteção Integral III, ação conjunta com as Polícias Civis de 16 estados — entre eles o Ceará — para identificar e prender envolvidos em crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes, especialmente pela internet.
Conforme a PF, no Ceará foi cumprido um mandado de busca por venda de material contendo abuso sexual infantil em uma cidade da Região Norte do Estado. Não foi detalhado qual o município.
A ofensiva prevê o cumprimento de 182 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão preventiva em várias unidades da federação. Até o momento, foram realizadas 37 prisões em flagrante, com 2 vítimas resgatadas e a apreensão de menores também em decorrência da operação.
A participação do Ceará e o panorama local
No Ceará, a inclusão da operação reforça os esforços regionais já em curso para combater crimes contra a criança e o adolescente. Para além da repressão, a ação estimula o intercâmbio de dados e a cooperação entre delegacias especializadas, Núcleos de Proteção à Criança e Adolescente e órgãos de apoio nas cidades do interior.
Autoridades locais destacam que, com o apoio da operação nacional, será possível acelerar investigações travadas por falta de estrutura ou recursos, e ampliar o alcance da Polícia Civil nos municípios onde denúncias não tiveram continuidade.
Integração institucional e continuidade
Coordenada pela Polícia Federal, a Proteção Integral III dá continuidade às edições anteriores do programa, realizadas em março e maio de 2025, reafirmando o caráter permanente dessa frente de atuação.
A ação mobilizou 617 policiais federais e outros 273 agentes das polícias civis estaduais.
Além da repressão, a operação engloba campanha educativa e medidas de alerta à população, destacando que a prevenção e a informação são fundamentais para a proteção das crianças e adolescentes.

Em âmbito nacional, de janeiro a setembro de 2025, a PF cumpriu mais de 1.630 mandados de prisão em investigações relacionadas a crimes sexuais contra menores, demonstrando esforço contínuo no enfrentamento da violência sexual infantojuvenil.
O que se espera para o Ceará
- Fortalecimento das investigações locais com compartilhamento de dados e apoio técnico externo.
- Aceleração de inquéritos em municípios menores, muitas vezes com poucos recursos para atuação especializada.
- Ações preventivas integradas: incentivo a denúncias, campanhas em escolas, orientação sobre uso da internet e redes sociais.
- Monitoramento e acompanhamento das vítimas acolhidas, com suporte psicológico e jurídico à rede de proteção estadual e municipal.
