O Governo do Estado do Ceará reafirmou seu compromisso com um modelo de desenvolvimento sustentável e inclusivo ao lançar, nesta terça-feira (7), o Plano Estadual de Economia de Impacto – Ceará Edimpacto.
A iniciativa, fruto da parceria entre a Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE) e o Comitê Estadual de Negócios de Impacto (Ceni), tem como meta posicionar o Ceará como referência nacional no setor e fortalecer um ecossistema que alia geração de renda, inovação e responsabilidade socioambiental.
Durante a solenidade de lançamento, que reuniu representantes do poder público, setor privado, academia e sociedade civil, o secretário da SDE, Domingos Filho (PSD), destacou a importância de disseminar o conceito de negócios de impacto em todo o território cearense e de alinhar estratégias com os municípios.
“Essa iniciativa nasce da ousadia do governador Elmano de Freitas e do incentivo da diretora da Somos Um, Ticiana Rolim, com o objetivo de mitigar desigualdades sociais em harmonia com a natureza e a sustentabilidade”, ressaltou.
O plano estrutura-se em seis eixos estratégicos, que incluem o aumento do número de negócios de impacto, fortalecimento de organizações intermediárias, criação de um marco normativo favorável, articulação interfederativa, fomento a estudos e pesquisas e ampliação da oferta de capital.
Segundo o diretor de Fomento da Adece, Luís Eduardo Barros, a proposta busca promover negócios que, além de gerar renda, contribuam diretamente para a inclusão social e a preservação ambiental.
Ticiana Rolim, diretora da Associação Somos Um, reforçou a necessidade de mensurar o impacto socioambiental como diferencial competitivo.
“Produzir relatórios de impacto será essencial para fechar contratos e vencer licitações públicas. É fundamental que o investimento caminhe ao lado da preservação”, afirmou.
Ela também destacou a importância de alinhar filantropia e investimentos de impacto para impulsionar empreendedores sociais de diferentes portes.
O Ceará Edimpacto está alinhado à Estratégia Nacional da Economia de Impacto (Enimpacto 2021–2030) e prevê, em seu plano bianual, 24 ações voltadas à interiorização de políticas, fortalecimento de negócios emergentes e criação de um modelo colaborativo de governança.
