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Ceará reforça monitoramento de casos suspeitos de intoxicação por metanol

Em quatro dias, a Sesa realiza reunião com gestores municipais de saúde, para traçar estratégia sobre o tratamento de intoxicação por metanol. Foto: Fátima Holanda/ Ascom Sesa

A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) reuniu-se nesta terça-feira (7) com gestores municipais integrantes do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems-CE). Esse foi o segundo encontro promovido pelo órgão estadual. O primeiro ocorreu na sexta-feira (3) e contou com a presença de representantes de instituições de controle. O objetivo das reuniões é esclarecer fluxos de notificação, coleta de amostras e atendimento assistencial relacionados às suspeitas de intoxicação por metanol no Estado.

Até esta terça-feira (7), não há casos confirmados no Ceará. A informação foi reforçada durante o encontro entre os representantes municipais e estaduais de saúde.

O secretário-executivo de Vigilância em Saúde da Sesa, Antônio Silva Lima Neto (Tanta), ressaltou que o momento é de articulação interinstitucional e fortalecimento das ações de resposta. Segundo ele, desde o início das notificações, a Sesa atua em parceria com a Perícia Forense do Ceará (Pefoce), os ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Saúde (MS). Para o gestor, a situação exige cooperação entre várias instituições para garantir monitoramento, vigilância, diagnóstico e tratamento adequados.

MONITORAMENTO ATIVO

A Sesa acompanha continuamente os casos suspeitos de intoxicação por metanol em território cearense. Até o momento, foram registradas seis notificações. Quatro delas já foram descartadas após análise laboratorial, incluindo um óbito. Duas permanecem em investigação, sem indícios fortes de correlação com metanol.

De acordo com Tanta, o papel da Sesa abrange o monitoramento clínico-epidemiológico, a comunicação com as vigilâncias municipais, a definição de fluxos de atendimento e o envio de amostras à Pefoce, vinculada à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). O gestor enfatizou que cada caso suspeito deve ser notificado e o material coletado precisa seguir o protocolo correto, com registro de boletim de ocorrência, para garantir rastreabilidade e validação laboratorial.

ASSISTÊNCIA MÉDICA

As unidades da rede estadual, como as de Pronto Atendimento (UPAs) e os hospitais de referência, receberam orientações sobre o manejo clínico e a condução dos casos suspeitos. A remoção de pacientes em estado grave deve ocorrer por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), do Ceará ou de Fortaleza, conforme o protocolo.

O secretário informou que o Estado dispõe do antídoto específico contra intoxicação por metanol, distribuído pelo Ministério da Saúde. O Ceará já recebeu uma primeira remessa e possui doses disponíveis para uso hospitalar. A reposição é feita sob demanda, conforme a evolução do cenário epidemiológico.

SINTOMAS E PREVENÇÃO

Um caso é considerado suspeito quando a pessoa que ingeriu bebida alcoólica apresenta embriaguez persistente e desconforto gástrico — como dor abdominal, náuseas ou vômitos — acompanhados de forte dor de cabeça, confusão mental e alterações visuais. Se houver piora ou persistência dos sintomas entre seis e 72 horas após a ingestão, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde.

A Sesa alerta que a população deve evitar o consumo de bebidas de origem desconhecida ou procedência duvidosa, especialmente as comercializadas informalmente. Segundo Tanta, essa medida simples pode salvar vidas e evitar novos casos de intoxicação.

AÇÕES CONJUNTAS

A Secretaria da Saúde do Ceará mantém articulação com o MS, Mapa, Pefoce, órgãos de fiscalização e gestores municipais para assegurar uma resposta integrada ao problema.

O órgão estadual realiza monitoramento diário das notificações, oferece suporte técnico às vigilâncias municipais e atualiza os protocolos de atendimento conforme orientações nacionais.