A deputada federal cearense Luizianne Lins (PT) e os demais ativistas que estavam presos em Israel foram libertados na manhã desta terça-feira (13). Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), os 13 brasileiros que integravam a Flotilha Global Sumud foram conduzidos até a fronteira com a Jordânia e estão livres das autoridades israelenses.
O veículo em que os ativistas foram transportados foi providenciado pela embaixada brasileira na Jordânia, conforme informou o Itamaraty.
“Diplomatas das embaixadas em Tel Aviv e em Amã receberam os ativistas, que estão, nesse momento, sendo transportados para a capital jordaniana”, informou o MRE por meio de nota.
Além de Luizianne, integram o grupo:
- Thiago Ávila;
- Bruno Gilga;
- Lisiane Proença;
- Magno Costa;
- A vereadora Mariana Conti;
- Ariadne Telles;
- Mansur Peixoto;
- Gabriele Tolotti;
- Mohamad El Kadri;
- Lucas Gusmão;
- João Aguiar;
- Miguel Castro.
De acordo com o Movimento Global à Gaza, a informação da liberação dos ativistas foi repassada ao Centro Jurídico para os Direitos das Minorias Árabes em Israel ainda na noite de segunda-feira (6), quando foi avisado que todos os remanescentes da flotilha deixariam a prisão de Kesdiot, no deserto de Negev — instalação localizada entre Gaza e o Egito.
Segundo o informe, os brasileiros foram transportados pela Ponte Allenby/Rei Hussein pelas autoridades israelenses até a fronteira, sem direito a comunicação ou interação da diplomacia internacional. A assistência só pôde ser dada após a chegada ao país vizinho.
A delegação brasileira da Flotilha Global Sumud foi capturada pelas autoridades israelenses no início de outubro, quando tentava romper o cerco a Gaza transportando ajuda humanitária em 50 embarcações.
A interceptação em águas internacionais foi considerada ilegal e arbitrária pelo MRE, que chegou a notificar formalmente o governo de Israel por meio da Embaixada do Brasil em Tel Aviv e da Embaixada de Israel em Brasília.
