O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter tido uma ótima conversa, por telefone, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) nesta segunda-feira (6). O diálogo foi citado durante coletiva concedida na Casa Branca, em que o republicano tratou de temas comerciais e diplomáticos.
Ele destacou que a ligação foi muito positiva e sinalizou interesse em aproximar os dois governos. Segundo Donald Trump, o contato serviu para reforçar o clima de respeito e abrir novas possibilidades de cooperação entre Washington e Brasília.
TENSÃO COMERCIAL
Lula aproveitou o telefonema para pedir que os Estados Unidos revejam as tarifas impostas sobre produtos brasileiros. O petista argumentou que as sobretaxas prejudicam exportações e impactam diretamente setores estratégicos da economia nacional.
Donald Trump, ao ser questionado por repórteres, preferiu não garantir qualquer mudança na política de tarifas. “As negociações são complexas e as conversas com o Brasil continuarão no ritmo certo”, disse o mandatário estadunidense.
ENCONTRO NA ONU
O republicano também relembrou o breve encontro que teve com Lula durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em New York. Os dois se cumprimentaram rapidamente antes de subirem ao púlpito para discursar.
Na coletiva, Donald Trump descreveu o momento de forma descontraída. “Nos encontramos e gostamos um do outro… foi uma ótima conversa, vamos começar a fazer negócios”, disse. O presidente dos Estados Unidos sorriu, ao lembrar o breve encontro que teve com Lula, nos corredores da sede da ONU.
APROXIMAÇÃO DIPLOMÁTICA
A declaração foi interpretada como um gesto de reaproximação após semanas de tensão entre os dois países. Analistas avaliam que Donald Trump tenta equilibrar o tom político mais duro das medidas tarifárias com um discurso de abertura ao Brasil.
Diplomatas brasileiros, porém, adotam cautela. Nos bastidores, há a avaliação de que a simpatia pública ainda não se traduz em avanços concretos nas negociações comerciais.
EXPECTATIVAS NO BRASIL
O governo brasileiro vê o telefonema como um possível ponto de virada. A expectativa é de que o diálogo ajude a reduzir o impacto do chamado tarifaço sobre setores exportadores e estimule uma nova rodada de conversas bilaterais.
Economistas e representantes da indústria acompanham o caso de perto. A permanência das tarifas, segundo especialistas, pode comprometer o desempenho das exportações cearenses e de outras regiões do País.
PASSOS FUTUROS
Nos próximos meses, a diplomacia brasileira tentará intensificar o diálogo com autoridades estadunidenses. A meta é construir uma agenda de cooperação que permita revisar as sobretaxas e fortalecer parcerias econômicas.
Donald Trump deu a entender que pretende manter os canais abertos com o presidente Lula e não descartou uma visita ao Brasil. Disse que deseja ampliar oportunidades entre os dois países, embora sem detalhar prazos ou medidas específicas.
