O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) afirmou nesta segunda-feira (6) que Israel violou leis internacionais ao interceptar integrantes da Flotilha Global Sumud, que transportava cidadãos brasileiros, fora do limite de seu mar territorial. “E segue cometendo violações ao mantê-los detidos em seu país”, declarou.
A embarcação humanitária transportava alimentos, água potável e suprimentos médicos destinados à população palestina em Gaza. Na quinta-feira (2), parte do grupo foi interceptada por forças navais israelenses.

AÇÃO DIPLOMÁTICA
Lula disse ter determinado ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) que preste apoio integral aos brasileiros detidos, para garantir a integridade física e o retorno seguro ao País.
“Desde a primeira hora, dei o comando ao nosso Ministério das Relações Exteriores para que preste todo o auxílio para garantir a integridade dos nossos compatriotas e use todas as ferramentas diplomáticas e legais, junto ao Estado de Israel, para que essa situação absurda se encerre o quanto antes e possibilite aos integrantes brasileiros da flotilha regressarem a nosso país em plena segurança”, publicou o Presidente.
CONDIÇÕES DEGRADANTES
Em nota divulgada nesta segunda-feira, a deputada federal e ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins (PT), que fazia parte da missão humanitária, informou que os detidos denunciaram condições degradantes, uso de violência psicológica e falta de tratamento médico adequado.
Segundo o comunicado, alguns ativistas, entre eles Luizianne Lins, só receberam medicamentos após pressão diplomática. O texto também aponta que audiências judiciais ocorreram sem a presença de advogados.
Com informações da Agência Brasil.
