As audiências judiciais dos brasileiros detidos em Israel foram finalizadas neste domingo (5). Com essa etapa concluída, as autoridades israelenses podem iniciar a deportação, embora ainda não haja pronunciamento oficial sobre prazos ou condições. A informação foi confirmada pela assessoria da deputada federal e ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins (PT), que está entre os brasileiros presos.
Conforme a Embaixada do Brasil em Tel Aviv, a expectativa é que informações sobre os voos de deportação sejam comunicadas assim que houver posicionamento do governo israelense.
A coordenação da flotilha humanitária informou que os brasileiros estão detidos em “condições gravemente precárias”, incluindo restrição de água, alimentação e medicamentos essenciais, além de relatos de forte pressão psicológica e agressões físicas contra alguns ativistas.
“Reafirmamos nossa exigência pela libertação imediata da delegação brasileira e de todos os participantes da missão humanitária, com integridade física, segurança e direitos plenamente assegurados. Nenhuma ação solidária e amparada pelo direito internacional pode ser tratada como crime”, disse a nota da assessoria da deputada Luizianne.
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A depuatada permanece detida na prisão de Ketziot, em Israel, após se recusar a assinar um documento de deportação acelerada, considerado abusivo por ela. Luizianne integra a flotilha humanitária que seguia para a Faixa de Gaza e manteve sua decisão em solidariedade aos demais brasileiros detidos.
Além de Luizianne, outros 14 brasileiros estão sob custódia do governo israelense desde a última quarta-feira (1º), quando foram interceptados por militares israelenses.
Integrantes da missão brasileira:
- Luizianne Lins;
- Thiago Ávila;
- Bruno Gilga;
- Lisiane Proença;
- Magno Costa;
- Mariana Conti;
- Nicolas Calabrese;
- Gabriele Tolotti;
- Mohamad El Kadri;
- Ariadne Telles;
- Mansur Peixoto;
- Lucas Gusmão;
- João Aguiar;
- Miguel de Castro;
- Hassan Massoud.
