Os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) no Ceará contarão com reforços para aumentar a oferta de serviços de saúde no estado. Nesta sexta-feira (3), a Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza e a Santa Casa de Misericórdia de Sobral aderiram ao Agora Tem Especialistas, programa do Governo Federal.
O Ministério da Saúde, ao credenciar hospitais filantrópicos e privados, amplia a capacidade de atendimento da rede pública nos estados e municípios. O objetivo é reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, dando celeridade aos atendimentos pelo SUS.
Além de atuarem na saúde cearense, os hospitais filantrópicos de Fortaleza e Sobral atenderão o SUS, de forma complementar, nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Sul, Pará, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Em contrapartida, as unidades de saúde receberão até R$ 2 bilhões por ano em créditos financeiros, que serão usados para abater dívidas federais, vencidas ou a vencer.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), em evento online com os hospitais que aderiram ao programa, ressaltou a importância da mobilização de toda a estrutura de saúde do país, privada e pública.
“Esse resultado é fruto de muito diálogo, responsabilidade e de uma negociação bem articulada com os gestores locais. É um trabalho construído de forma colaborativa e alinhada ao SUS, o que fortalece ainda mais a capacidade de resposta do sistema às necessidades da população”, afirmou.
Além dos hospitais cearenses, outros oito aderiram ao programa nesta sexta-feira. São eles:
- Cynthia Charone, privado, em Belém-PA;
- Francisco Hospital e Maternidade/Neotin, privado, em Niterói-RJ;
- Santa Terezinha, privado, em Sousa-PB;
- Santa Casa de Recife, filantrópico, em Recife-PE;
- Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), filantrópico, em Recife-PE;
- Santa Casa de Porto Alegre, filantrópico, em Porto Alegre-RS;
- Beneficente Portuguesa, filantrópico, em Belém-PA;
- Instituto de Oncologia e Ciências Médicas/Feluma, filantrópico, em Belo Horizonte-MG.
TROCA DE DÍVIDAS FEDERAIS
Iniciativa inédita do programa, a troca de dívidas federais por mais atendimentos para os pacientes da rede pública é um mecanismo inovador do programa.
Para participar, os hospitais privados e filantrópicos devem manifestar interesse e informar os serviços que têm a oferecer. Em seguida, além de avaliar a capacidade técnica e operacional desses estabelecimentos, o Ministério da Saúde verifica se a oferta de serviços disponibilizada atende às necessidades do SUS nos estados e municípios.
Com o pedido de adesão aprovado, os estabelecimentos de saúde são credenciados e passam a fazer parte de uma espécie de prateleira de serviços, que poderá ser consultada pelos gestores de saúde municipais e estaduais. Esses serviços serão usados para suprir as necessidades locais e regionais em seis áreas prioritárias: oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia.
Atualmente, o Ministério da Saúde analisa 190 manifestações de interesse de hospitais privados e filantrópicos.
