Depois de quase dois dias sem contato, a deputada federal e ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins (PT) recebeu a primeira visita de diplomatas da Embaixada do Brasil em Israel. A ação envolveu mais de oito horas de procedimentos relacionados à detenção de cidadãos brasileiros. A visita contou ainda com diplomatas de outros países.
A visita contou também com diplomatas de outros países. Luizianne Lins recebeu apoio do Centro Jurídico para os Direitos das Minorias Árabes em Israel – Adalah, primeiro centro jurídico administrado por árabes palestinos naquela nação.
A diplomacia brasileira promoveu dois encontros com a delegação, sendo um com as mulheres, incluindo a parlamentar cearense, e outro com todos os homens.
CONDICIONAMENTO E GREVE
Apesar de todos estarem em condições de saúde estáveis, segundo relatos, no primeiro dia de prisão, interrogatório e sequestro, o governo de Israel não ofereceu comida nem água. Alguns integrantes iniciaram greve de fome para pressionar o governo israelense a encerrar o massacre do povo palestino em Gaza, que sofre com explosões, ferimentos, doenças, fome e sede, especialmente crianças.
O grupo participava de uma iniciativa para levar medicamentos e alimentos ao povo palestino. Entre os integrantes estava a deputada Luizianne Lins, em missão oficial pela Câmara dos Deputados, como observadora internacional.
As embarcações que transportavam a missão humanitária foram interceptadas pela Marinha israelense em águas internacionais entre a noite de quarta (1º) e a madrugada de quinta-feira (2).
ABORDAGEM MILITAR
Segundo relatos dos sequestrados, durante a interceptação no Mar Mediterrâneo, os militares israelenses fizeram abordagem ostensiva e usaram armamento pesado, inclusive no veleiro Grande Blu, onde estava a ex-prefeita de Fortaleza.
Não houve resistência por parte dos cerca de 500 integrantes da missão, vindos de mais de 40 países. A missão tinha caráter totalmente pacífico. O traslado até a prisão começou na noite de quarta e foi concluído na quinta-feira.
