O rapper Hungria, 34, está internado em Brasília após ser contaminado por metanol ao consumir bebida alcoólica adulterada. Ele deu entrada no Hospital DF Star nesta quinta-feira (2) com fortes dores de cabeça, náuseas, vômitos, visão turva e sinais de acidose metabólica.
Segundo boletim médico, Hungria permanece em unidade de terapia intensiva (UTI), mas está consciente, orientado, com respiração espontânea e quadro clínico estável.
De acordo com os médicos Antônio Aurélio, Leandro Machado, Guilherme Meyer e Allisson Barcelos Borges, o cantor iniciou tratamento específico, incluindo hemodiálise para eliminar a substância tóxica. Ainda não há previsão de alta hospitalar.
CONFIRMAÇÕES OFICIAIS
O caso do artista se soma a outros registrados no País. O Ministério da Saúde (MS) confirmou 12 intoxicações por metanol, com base em exames laboratoriais. Há ainda 47 notificações em investigação, totalizando 59 ocorrências suspeitas ou confirmadas.
O ministro Alexandre Padilha apresentou o balanço em coletiva de imprensa na Sala de Situação criada para acompanhar a crise. Segundo ele, os números incluem o caso de Hungria, considerado oficialmente o 12º paciente com resultado positivo para a substância.
MORTES INVESTIGADAS
Até o momento, apenas uma morte foi confirmada em São Paulo em decorrência da intoxicação. Outras sete estão sob apuração, sendo cinco também em São Paulo e duas em Pernambuco.
CARREIRA DO ARTISTA
Gustavo Hungria das Neves, nome de batismo do rapper, nasceu em Ceilândia, região periférica de Brasília, e alcançou projeção nacional com suas músicas. Nas redes sociais, sua equipe informou que ele está fora de risco iminente e agradeceu o apoio dos fãs. Os compromissos musicais do fim de semana foram cancelados.
Com informações da Agência Brasil.
