O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), acionou o Governo Federal após a deputada federal cearense e ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), ser interceptada por Israel. A parlamentar está em uma flotilha internacional, com o objetivo de levar ajuda humanitária a Gaza.
De acordo com o chefe do Executivo cearense, o contato com o Governo Federal ocorreu para que “todo o apoio necessário seja prestado” à parlamentar e aos demais presentes na embarcação.
“Toda a minha solidariedade neste momento”, escreveu Elmano.
FLOTILHA
Na embarcação estão presentes pelo menos 10 brasileiros e um argentino residente no Brasil. Entre os brasileiros, além de Luizianne, está também o ativista Thiago Ávila.
A ação ocorre em meio ao bloqueio imposto por Israel ao território palestino, onde a população enfrenta escassez de alimentos, água potável e medicamentos, consequência de quase dois anos de conflito.
A flotilha, composta por mais de 500 pessoas de diversas nacionalidades, tinha como objetivo romper o bloqueio de forma pacífica e entregar itens de assistência humanitária, incluindo alimentos, água, medicamentos e brinquedos.
A lista de brasileiros detidos inclui:
- Ariadne Catarina Cardoso Teles;
- Magno de Carvalho Costa;
- Luizianne Lins;
- Gabrielle da Silva Tolotti;
- Bruno Sperb Rocha;
- Mariana Conti Takahashi;
- Thiago de Ávila e Silva Oliveira;
- Lucas Farias Gusmão;
- Mohamad Sami El Kadri;
- Lisiane Proença Severo.
Segundo a Global Sumud Flotilla, a interceptação ocorreu em águas internacionais e foi “ilegal”, com cortes nas transmissões ao vivo e nas comunicações.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel, por sua vez, afirmou que a Marinha alertou a flotilha sobre a aproximação de uma “zona de combate ativa” e pediu que alterassem a rota, destacando que os barcos foram “abordados com segurança” e os passageiros transferidos para um porto israelense.
A captura, que até as 20h30 desta quarta-feira havia detido pelo menos 178 integrantes da flotilha, incluiu também a presença da ambientalista Greta Thunberg.
A Anistia Internacional no Brasil emitiu nota classificando a ação como ilegal e reiterou que:
“Nenhuma regra do direito internacional autoriza ataques a embarcações em livre navegação em águas internacionais.”
A organização exige que seja garantida a passagem segura da flotilha para a entrega da ajuda humanitária em Gaza. Essa é a mais recente tentativa marítima de romper o bloqueio a Gaza, um território em grande parte devastado pelo conflito, evidenciando a persistente crise humanitária que afeta milhares de civis.
