As quedas lideram os atendimentos de emergência no Instituto Dr. José Frota (IJF), em Fortaleza. Entre janeiro e agosto de 2025, 11.398 pessoas deram entrada no hospital após acidentes, sendo que 3.665 eram idosos, equivalente a 32% do total.
O Dia Nacional do Idoso, celebrado em 1º de outubro, chama atenção para um problema crescente: a vulnerabilidade da população idosa às quedas.
Fatores como idade avançada, fraqueza muscular, dificuldade de equilíbrio, problemas de locomoção e histórico de quedas aumentam os riscos. O ambiente doméstico também influencia, com iluminação inadequada, móveis mal posicionados e espaços apertados.
Nem todas as quedas resultam em lesões graves, mas algumas podem causar fraturas, especialmente de quadril, ou traumatismo cranioencefálico, exigindo cirurgias complexas e longo período de reabilitação.
A fisioterapia desempenha papel essencial nesse processo, trabalhando na reabilitação, prevenção de novas quedas e recuperação da qualidade de vida.
Segundo Juliana Fonteles, fisioterapeuta do IJF,
“o acompanhamento contínuo da saúde e o uso correto de medicamentos são fundamentais, já que automedicação e polifarmácia podem provocar tonturas ou sonolência, aumentando o risco de quedas”.
Além disso, hábitos como manter sono regular, alimentação adequada, calçados apropriados e cuidado ao se levantar ajudam a prevenir acidentes.
A reabilitação precoce e a adaptação do ambiente doméstico, com barras de apoio, iluminação adequada e exercícios regulares, são estratégias essenciais para a retomada da independência do idoso.
Um balanço comparativo mostra que, entre janeiro e agosto de 2024, o IJF registrou 5.306 atendimentos por quedas em idosos, ligeiramente superior aos 3.665 casos no mesmo período de 2025.
No total, em 2024, foram contabilizados 17.556 atendimentos relacionados a quedas.
A prevenção é a melhor forma de evitar acidentes. Na rua, é importante contornar obstáculos com cuidado, atravessar em locais iluminados e seguros e evitar correr.
Em casa, tapetes soltos, pisos escorregadios e móveis mal posicionados devem ser evitados, enquanto barras de apoio, iluminação adequada e pisos antiderrapantes aumentam a segurança.
Com atenção aos cuidados pessoais e à adaptação do ambiente, é possível reduzir o número de quedas e garantir mais qualidade de vida aos idosos.
